A significativa tolerância dos portugueses em relação à profunda governamentalização da sociedade é uma característica que abre espaço para as inclinações menos virtuosas de uma maioria absoluta.
Cristiano Ronaldo não pode esquecer-se que, nesta sociedade informacional que privilegia o momentâneo e o acessório, que privilegia o parecer sobre o ser, que confunde e deturpa valores, não terá quaisquer facilidades ou proteção relativamente a eventuais erros ou insucessos.
Portugal é cada vez mais um país que não pensa, ou desistiu de pensar. Vai vivendo. Para quê conhecer a história e a filosofia, se a ideia é que ninguém pense?