Talvez seja chegado o momento de a UE e os governos nacionais olharem para este sector com outros olhos e decidirem onde estão os nossos interesses estratégicos no longo prazo.
Entre 2019 e 2022, as margens dos operadores do comércio a retalho abrandaram 2,5 pontos percentuais, à semelhança do que aconteceu com o EBITDA, em que se registou uma desaceleração de um ponto. O estudo analisou as contas de vários grandes grupos do comércio a retalho a nível europeu, onde se encontram os portugueses Jerónimo Martins e Sonae.
"Não tenho a solução para injetar níveis de confiança nos consumidores para que voltem ao mercado e invistam no consumo de bens, mas não tenho dúvidas que o ambiente que se está a viver - e a culpa não é de ninguém - não é saudável e não vai ser possível aguentar muito tempo este tipo de discurso", aponta Gonçalo Lobo Xavier.