“É a saúde da democracia hoje que está em causa. Acho que todos devem votar, independentemente do que seja, não deixem é que os outros escolham por vocês hoje. Façam a vossa escolha, saiam de casa, escolham o futuro do país, independentemente do que seja, independentemente de quem seja. Hoje está nas nossas mãos", apelou.
Em declarações aos jornalistas depois de ter votado na Escola Básica de Telheiras, em Lisboa, Inês de Sousa Real apelou ao voto de forma a que os portugueses “escolham as alternativas que querem” e assegurem um “novo ciclo político, com estabilidade e com a garantia” de que o país avança “em prol das preocupações dos portugueses”.
“Estes são os 50 anos do voto livre, são os 50 anos em que as mulheres puderam pela primeira vez votar em Portugal e, por isso, apelo a toda a gente para votar, às mulheres e aos homens deste país, que querem um país mais justo, para virem, para votarem, e apelo também para que votem em quem os representa, para que votem com convicção”, apelou Mariana Mortágua.
“Portugal foi o segundo país da União Europeia que mais eleições teve em 10 anos. Só a Bulgária teve mais eleições. O meu apelo é que votem para que Portugal possa ter estabilidade. Seja quem seja [eleito], votem. Na campanha eleitoral fizemos tudo o que podíamos, corremos o país. Todos os partidos o fizeram e agora é hora de celebrar a democracia”, disse Nuno Melo.
“Este é o momento de apelo à participação, de respeito pela democracia, por uma participação cívica, respeitadora de todos, tolerante, mas muito participada, é isso que eu desejo”, afirmou Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas depois de ter votado, pelas 11h45, na Escola Básica de Telheiras, em Lisboa, acompanhado pelo filho.
"Tendo chegado ao conhecimento desta Comissão a divulgação de informações incorretas sobre o preenchimento do boletim de voto, alerta-se que os votos para serem considerados válidos só podem conter a cruz no quadrado a seguir ao símbolo da candidatura em que o eleitor pretende votar", refere a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
“Que toda a gente vá votar, que toda a gente vá fazer este gesto simples que pode mudar a vida do país”, incentivou Rui Tavares depois de ter votado na Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa.
"Espero que hoje, esta noite, existam mais razões para as pessoas celebrarem melhores condições, para começarem a vida na segunda-feira com melhores condições", disse Paulo Raimundo em declarações aos jornalistas depois de depositar o boletim de voto na urna da secção 16 na escola básica de Alhos Vedros.
Após votar no Centro Cívico de Nogueiró, em Braga, Rui Rocha apelou à afluência às urnas “em massa”, seguindo o “excelente sinal” dado no passado domingo, com o voto antecipado.
“Sei que todos têm uma preocupação que é que destas eleições surjam soluções positivas que tragam maior capacidade de o país crescer, de o país prosperar, para poder haver mais justiça social, para poder haver mais igualdade de oportunidades e que há a procura de uma solução de estabilidade, mas isso dependerá agora das escolhas”, disse Luis Montenegro.
Mais de 10,8 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro são chamados a votar nas eleições legislativas de 18 de maio para escolher 230 deputados.
História e contexto das eleições legislativas realizadas em Portugal, desde a Assembleia Constituinte, em 1975, incluindo os resultados por partido em percentagem e número de mandatos.
“Neste momento não temos informação nenhuma de boicotes, está tudo a correr na normalidade. Há pequenos incidentes pontuais, mas normais nas eleições”, afirmou o porta-voz da CNE, André Wemans.
As mesas de voto estarão abertas até às 19h00 em Portugal Continental e na Madeira, enquanto nos Açores abrem e fecham uma hora mais tarde em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Penúltimo dia de campanha foi abafado por André Ventura, que se sentiu mal pela segunda vez esta semana. Confiantes na vitória, Aliança Democrática (AD) e Partido Socialista (PS) dramatizam os apelos ao voto e prometem dar estabilidade ao país.
“O PS, no último dia da campanha, ainda pode dizer que sim às condições que o Livre estabelece”, insistiu, no Palácio de Cristal, no Porto, onde foi ver uma árvore que o Livre plantou o ano passado.
“Muito obrigado a todos e a todas. Estamos no último dia da campanha eleitoral, uma campanha eleitoral mágica, uma campanha eleitoral das pessoas, uma campanha eleitoral do futuro e da esperança”, disse. Aos apoiantes e eleitores potenciais da AD, deixou um último pedido, também em forma de alerta. “Só vos peço um último esforço, um esforço para darmos tudo até ao último segundo. Todos os indicadores apontam para que estamos no rumo certo, mas nada está garantido. Temos de levar todos a votar e temos de levar a nossa vitória para darmos estabilidade a Portugal”, apelou.
“Não é para qualquer entendimento e muito menos a todo custo, o Chega nunca foi assim. O Chega é um partido responsável, estamos sempre disponíveis para falar, depende do que é que os portugueses vão decidir e o que nos vão dar no próximo domingo”, afirmou o cabeça de lista por Faro.
"Quem não quiser acordar com um Governo da AD com a IL tem mesmo de ir votar e dirijo-me aos eleitores à esquerda e aos eleitores de centro que não querem um Governo radical que vai desmantelar o nosso estado social. Têm mesmo que votar no PS e não devem dispersar o voto", pediu o líder do PS.