A proposta, designada "Trabalho XXI", ainda está a ser discutida com os parceiros sociais, mas já mereceu o 'rotundo não' das centrais sindicais, que anunciaram uma greve geral para quinta-feira contra a reforma, naquela que será a primeira paralisação conjunta desde a 'troika'.
A nova proposta de lei laboral, do Governo, designada "Trabalho XXI", contempla mudanças em “mais de uma centena” de artigos do Código de Trabalho. A proposta visa áreas como a da parentalidade, passando pelos despedimentos e até ao alargamento dos prazos dos contratos ou dos setores que passam a estar abrangidos por serviços mínimos em caso de greve.
O "Jornal de Negócios" adianta também que esta nova proposta deixa cair o travão que propunha ao horário flexível e introduz jornada contínua, apenas para pais que acompanhem os filhos. Eventuais conflitos seriam intermediados pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego (CITE).
Segundo estudo realizado junto de mil empresas dos Estados Unidos, Europa, Médio Oriente e África, 37% dos inquiridos, diz preto no branco que a inteligência artificial vai reduzir o emprego.
Advogados contactados pelo Jornal Económico alertam para algumas das alterações legislativas, no âmbito da Agenda do Trabalho Digno, que entraram em vigor esta segunda-feira, Dia do Trabalhador.