A LVMH, a Dior, a Hermès e a Kering, quatro empresas de referência no setor do luxo, tiveram uma quebra de 14,7% no lucro líquido, entre o primeiro semestre de 2024 e 2025, de 12,9 para 11 mil milhões de euros.
O setor destacou-se entre os que mais subiram nos principais índices europeus e o BCP seguiu pelo mesmo caminho, de tal forma que liderou os ganhos no PSI. Lá fora, o CEO da Renault deve mudar-se para Kering, pelo que esta última disparou 11% e o grupo automóvel caiu 8%.
Luca de Meo vai deixar a posição de CEO da Renault em julho e deverá juntar-se à Kering, que detém a marca Gucci. Os investidores estão a reagir em força, de tal forma que o grupo está a valorizar de forma expressiva, fruto da capacidade já demonstrada pelo próprio para erguer marcas em dificuldades.
O índice PSI contraiu mais de 1% na sessão de sexta-feira, apesar da valorização superior a 5% nos títulos da Mota-Engil. BCP e Galp foram as cotadas que mais tombaram.
Presidente e CEO da LVMH, Bernard Arnault, assume que "os resultados do primeiro semestre do ano refletem a notável resiliência da LVMH", tendo sido impactados pelo "clima de incerteza económica e geopolítica" sentido desde o início do ano.
A apresentação de resultados da empresa indicou um aumento de 66% nos lucros e deixou os investidores otimistas. Lá fora, o dia foi de perdas no sector dos bens de luxo.
A Kering detém a marca Gucci e registou uma queda de 20% ao nível das vendas na região da Ásia-Pacífico. Os números estão a marcar o dia no segmento do luxo, já que arrastam consigo a principal rival, por exemplo.