A autonomia tem de escolher o próximo governo de coligação. Mas, antes disso, a ERC tem de encontrar um novo líder. E decidir quem vai apoiar. De preferência, sem pressas.
Se o Junts per Catalunya, liderado por Carles Puigdemont, não tivesse apoiado o governo de Madrid, Pedro Sánchez não seria o atual chefe do governo. Mas o líder socialista não vai retribuir a amabilidade.
As eleições na Catalunha tiveram partidos vencedores e partidos derrotados. Mas, ao contrário do que é comum, é um dos derrotados que vai decidir o futuro da autonomia. Chama-se Esquerda Republicana da Catalunha.
Primeiro na Catalunha a 12 de maio e de seguida no País Basco a 21 de abril. As eleições nas autonomias têm tudo para impactar de forma muito negativa um executivo em crise constante.
A extrema-direita diz que o acordo entre PSOE e Junts per Catalunya é inconstitucional e pede a suspensão preventiva da investidura. Os socialistas dizem que está tudo dentro da legalidade. Mas os populares afirmam que a democracia está ferida de morte.
Suficiente é a promessa de uma lei de amnistia para que o Junts per Catalunya aceite viabilizar o próximo executivo socialista. Adiante se verá com que preço. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa no programa da plataforma multimédia JE TV.
Da escalada do conflito na Faixa de Gaza ao insuficiente apoio de Bruxelas quanto à adesão da Ucrânia à União Europeia, sem esquecer o actual contexto político de Espanha. Veja o programa da plataforma multimédia JE TV com a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Pedro Sánchez será o presidente do próximo governo espanhol, mas não deixará de ter dificuldades com o Orçamento do Estado, face ao acordo conseguido com os independentistas. E a sua amizade com Filipe VI já teve melhores dias.
O pacto para o Legislativo contempla impostos sobre bancos e grandes empresas de energia, o aumento do parque habitacional público e a prorrogação da licença parental remunerada. Mas ainda falta o mais difícil: o acordo com o Junts per Catalunya.
Com os alinhamentos políticos a assumirem novamente um papel fundamental, a posição do Junts per Catalunya, de Carles Puigdemont tem um papel inesperadamente relevante.