Em comunicado, a empresa sediada em Nova Iorque, que comprou os fundos da ECS em 2022, aponta para a "vasta experiência" de João Talone, assinalando a sua passagem pelo grupo EDP.
"A EDP deve considerar seriamente as sugestões de melhoria e que se devem tomar medidas concretas para melhorar a composição" do Conselho Geral e de Supervisão para que seja mais "justa, equilibrada e transparente", defendeu o ex-chairman na hora da despedida.
Após o anúncio da saída de João Talone da presidência do Conselho Geral e Supervisão da EDP, estão a ser avaliadas alternativas. Presidente da EDP Renováveis é um dos nomes apontados.
Os acionistas procuram um nome para suceder a João Talone que está indisponível para cumprir um segundo mandato à frente do órgão fiscalizador da energética.
A decisão foi comunicada pelo executivo à EDP, de acordo com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que adianta que João Talone, de 72 anos, irá permanecer em funções até à próxima Assembleia Geral eletiva, que deverá ocorrer no dia 10 de abril. João Talone, que ocupava o cargo desde abril de 2021, foi CEO da EDP entre 2003 e 2006 e, entre 1987 e 2001, Administrador Executivo do BCP.