Companhias aéreas e refinarias estão confiantes que a Europa vai conseguir ultrapassar o verão, pico do consumo anual, sem problemas com o fornecimento de jet fuel.
“Cancelámos alguns voos até agora, cerca de 50 para maio e junho, mas é um processo dinâmico, temos de nos adaptar no dia a dia. Não é algo fácil de fazer, mas temos de enfrentar a realidade do aumento do preço dos combustíveis”, afirmou o novo diretor geral adjunto comercial (‘chief commercial officer’ – CCO) da Transavia França, Julien Mallard, em conferência de imprensa no Porto.
O país tem jet fuel garantido até agosto, garante o Governo com base na informação da única refinaria nacional, mas há mais hipóteses de abastecimento a partir das refinarias espanholas.
Portugal arrisca ficar sem stocks de jet fuel em quatro meses se não conseguir substituir fornecedores cujas cargas estão dependentes do estreito de Ormuz que continua fechado desde o início da guerra no Médio Oriente.
Na União Europeia, já se dão alguns passos neste campo, com potencial para serem de gigante, mas a burocracia aliada à falta de investimento são algumas das críticas apontadas.