A Reuters avança com a notícia que a Lone Star pode avançar com a venda do Novobanco a um player no âmbito de uma fusão bancária. Mas também admite fazer IPO.
O FT estima que o IPO do Novobanco poderia render um múltiplo mais elevado do que os bancos espanhóis estão a negociar, e refere que "sete vezes os lucros futuros avaliariam o capital do Novobanco em pouco menos de cinco mil milhões de euros".
Mark Bourke, CEO do Novobanco, relembra que o mecanismo de capital contingente expira no final de 2025, frisando que seria do "interesse de todos" terminá-lo antecipadamente para poder, depois disso, avançar com um IPO e pagar dividendos.
A escolha desse foro para avançar com o processo prender-se-á com duas razões: distanciamento da justiça portuguesa para obter imparcialidade e, ao mesmo tempo, rapidez no desfecho. A expectativa é que o processo esteja concluído, com decisão final, num prazo de um a dois anos.
O Chief Investment Officer do banco de investimento EFG veio a Lisboa para um briefing a clientes e potenciais clientes sobre as linhas que vão marcar o ano de 2024. Mas depois esteve à conversa com o Jornal Económico, abordando as perspectivas para os mercados, os eventuais entraves ao corte das taxas de juro pelo BCE previsto para Junho e até sobre o IPO do Novobanco que, a suceder em breve, virá numa altura boa.
"No limite em 2025 acabará o impedimento de distribuir dividendos, mas até lá acredito que seja possível chegar a um acordo entre acionistas para remover esse impedimento", disse Mark Bourke.