Se a produtividade não aumenta, as empresas não crescem e os níveis de adesão a práticas de mecenato, por maior que seja o benefício fiscal e menor a burocracia, não irão aumentar. E como está tudo ligado, o impacto deste pacote laboral pode, inclusive, inviabilizar algumas boas iniciativas legislativas, como a nova Lei do Mecenato Cultural.
Portugal não vive uma bolha especulativa; vive um desequilíbrio estrutural entre a escassez de oferta, a lentidão do licenciamento e a falta de transparência nos dados públicos.
Estudo de Impacto Económico 2015-2025, conduzido pela Porto Business School, confirma relevância do modelo de desenvolvimento local, assente em investimento público e captação de investimento privado.
Manuel Reis Campos, presidente da AICCOPN, diz que é preciso criar um ambiente propício para se investir na habitação, onde seja incluído uma descida na carga fiscal.
Depois do recuo do investimento privado na primeira metade do ano, Pequim quer colocar o indicador em linha com os gastos públicos, que continuam a crescer. Ainda assim, não é expectável um pacote de medidas abrangentes e de grande magnitude, como aconteceu várias vezes no passado.
Existe a necessidade de um investimento mais eficiente, complementar, entre o setor privado e público, que se materialize num crescimento sustentado. E que ao mesmo tempo seja capaz de responder à transição climática e tecnológica no longo prazo.
A coerência interna das políticas é outro aspeto a não descurar, quando se fala de uma verdadeira política económica. Caso contrário, a política económica será uma sucessão de políticas avulso.