Para hoje está prevista a divulgação de dados recentes sobre o Índice de Gestores de Compras (PMI) composto da área da moeda única referentes ao mês passado.
A economia europeia ainda vai abrandar mais, mas o mercado laboral dá uma ajuda ao BCE com uma dinâmica menos aquecida do lado dos salários. Esta segunda-feira, Lagarde afiançou que "os dias mais sombrios" da luta contra a inflação já passaram, dando mais um sinal de que o caminho dos juros é de mais descidas.
O PMI composto da maior economia do mundo chegou a máximos de 33 meses em dezembro, impulsionado pelos serviços. Do lado da indústria, a contração no output é a maior desde agosto de 2009, se excluirmos o período pandémico.
Dos índices PMI dos serviços que vão ser conhecidos na Europa e nos EUA até à inflação na OCDE, são vários dados macroeconómicos que marcam o dia no plano internacional. Por cá, destaque para a política, com espaço para a Conferência de Líderes Parlamentares, a ter lugar no Parlamento.
Apenas Espanha registou uma subida do seu PMI em setembro, sendo claramente o motor do crescimento europeu nesta altura, perante as crises industriais em França e na Alemanha e o arrefecimento da atividade em Itália.
É a terceira leitura consecutiva em queda e em terreno de contração da atividade, marcando também um mínimo para o indicador desde junho do ano passado. As expectativas de inflação subiram enquanto o emprego caiu novamente, mas a confiança dos empresários melhorou com a aproximação das eleições.
Para reanimar o sector em dificuldades, as autoridades anunciaram no domingo uma redução das taxas hipotecárias para a compra de residências primárias e secundárias.