Na cerimónia de entrega de prémios do concurso "O Meu Futuro Financeiro", realizada hoje no Banco de Portugal, Mário Centeno salientou a importância da aprendizagem ao longo da vida.
15,9% do total de investidores em 2024 eram mulheres e estas representam 18% dos novos clientes da corretora XTB, no mesmo ano. As ações favoritas são as da SAP, seguidas por Allianz e Nvidia.
EDP e BCP são dois exemplos da dimensão do país, diminuta face a outros mercados que conseguem criar negócios com uma outra capacidade e outro músculo financeiro.
Mais do que aumentos salariais, as negociações dos trabalhadores devem incidir sobre a redução da carga tributária. Seria uma medida transversal a todos os portugueses e mais justa.
Sendo apologista do lucro e de uma sociedade eficiente, defendo também que tal não pode ser feito à custa da desvalorização do dinheiro, principalmente de quem tem menos literacia financeira.
Urge ensinar os portugueses a investir um pouco do seu tempo para fazerem um planeamento financeiro onde sejam consideradas as diversas opções de investimento para as suas poupanças.
Garantir que cada indivíduo tem acesso às ferramentas necessárias para melhorar o seu bem-estar financeiro é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
Afirmações como aquelas que foram feitas, ou o aumento dos requisitos e custos regulatórios, especialmente sobre os bancos locais e regionais, só serve para empurrar os bancos para a concentração, contrária ao interesse dos cidadãos.
“Os canais digitais são desenhados para exacerbar enviesamentos comportamentais”. Até a própria “arquitetura da escolha digital”, disse o governador, "potencia o recurso pouco ponderado ao crédito”.
Quanto mais depressa iniciarmos o debate sobre o evento extremo que é o envelhecimento, melhor, pois só assim se conseguirá minimizar os impactos para as diferentes gerações e garantir um amplo consenso na sociedade.
É necessário promover o ensino junto dos mais novos, mas sobretudo da população em idade adulta, que, ouvindo números, não consegue entender o impacto na sua vida. Mais do que identificar um problema há que agir e educar.
Saiba o que está a ser feito para aumentar a literacia financeira dos portugueses e assim capacitá-los para enfrentar as incertezas que a pandemia trouxe.