Nas cerimónias do Dia de Portugal, é comum ver figuras de Estado com um semblante de ateus forçados a assistir a uma cerimónia religiosa, numa atitude de indiferença e cinismo.
A nação é definida pela exclusão, por uma hierarquia genealógica, pelo medo da diferença? Ou é definida pelo acolhimento daqueles que já vivem, trabalham e investem no seu futuro? A cidadania, no fim de contas, não é herdada; é conquistada através do reconhecimento, da responsabilidade e da participação.
Miguel Torga foi um forte opositor do regime salazarista. Viu a sua obra censurada e viria, inclusivamente, a ser preso pela PIDE. Nesta obra, agora reeditada, mostra como vê os portugueses.
O direito de os povos africanos preservarem as suas línguas não deve depender tanto de um estatuto jurídico ou reconhecimento político/oficial do Estado.
O logotipo é vácuo de significado e uma confusão gráfica sob o argumento falacioso de que é "laico". É uma imagem abstrusa, incompetente, ofensiva dos nossos antepassados.
Os portugueses dividem-se entre os que apoiam a liberalização que os nómadas digitais representam e os que se opõem à ameaça económica e cultural que eles apresentam. Mas existem medidas intermédias possíveis.