A Impresa, dona da SIC e do Expresso, revelou a renúncia do Presidente e do Secretário da Mesa da Assembleia Geral, justificando a decisão com a perspetiva de um "novo ciclo" na vida da Sociedade. Saem Manuel Castelo Branco e José Guilherme Silva Gomes, Presidente e Secretário da mesa da Assembleia Geral, respectivamente.
Foi hoje aprovada em Assembleia Geral Extraordinária da Impresa a autorização ao Conselho de Administração para deliberar e executar o aumento de capital previsto no Acordo de Investimento, no montante de até 17,3 milhões de euros, a ser integralmente subscrito e realizado pela MFE, com supressão do direito de preferência dos acionistas. A Impresa divulgou também projeções financeiras para até 2028.
A Impresa convocou uma Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, para o próximo dia 29 de dezembro, para deliberar o o aumento de capital de 17,325 milhões de euros a ser subscrito pelo grupo italiano Media For Europe (MFE).
CEO da Impresa diz que entrada dos italianos dá início a um novo capítulo e garante que a família Balsemão permanecerá no grupo, que continua a controlar, com 33,7% do capital.
Dona da SIC e do Expresso nega que esteja fechado qualquer acordo apesar das negociações com o grupo MFE-MediaForEurope, controlado pelos herdeiros de Sílvio Berlusconi,
As primeiras marcas a aderir a esta colaboração foram a Vodafone e a Unilever. Esta parceria oferece acesso a um inventário premium de CTV através do Samsung TV Plus, o serviço de streaming gratuito da Samsung disponível exclusivamente em smart TVs da marca.
Além do plano de redução de custos, que prevê um corte de 16 milhões de euros até 2028, "estamos a avaliar a possibilidade de vender o nosso edifício e fazer um encaixe financeiro", disse o presidente executivo (CEO) do grupo, Francisco Pedro Balsemão
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa adianta que as receitas totais do grupo "atingiram 86,6 milhões de euros, refletindo um crescimento de 0,7% face ao primeiro semestre de 2023, impulsionadas pelas vendas de conteúdos e de publicidade".
As duas empresas pretendem através desta parceria proporcionar aos anunciantes novos dados, precisos e detalhados, sobre o desempenho das suas campanhas publicitárias.
A SIC elegeu os Órgãos Sociais para o quadriénio 2024-2027, mantendo na Presidência do Conselho de Administração, Francisco Pinto de Balsemão. Fernando Faria de Oliveira, ex-presidente da APB, integra o Conselho Fiscal.
Sobre o impacto das guerras na Ucrânia e entre Israel e o Hamas, Francisco Pedro Balsemão referiu que estas têm contribuído para um aumento de custos de grelha na área de informação, não só pelo envio de correspondentes, mas pela compra de conteúdos informativos de outras estações internacionais, que possam complementar a oferta noticiosa da SIC.
A empresa de media tinha registado lucros de 1,1 milhões de euros em 2022, mas no último ano verificou uma quebra de dois milhões de euros. Também o EBITDA apresentou uma ligeira quebra de 1,3%, passando de 19 milhões, para 18,8 milhões de euros.
O grupo de media dono da SIC e do jornal "Expresso" realça que, apesar da quebra nas receitas, os proveitos do segmento de publishing registaram um crescimento de 13,8% para 12 milhões de euros, com impacto do EBITDA que aumentou 43,4%.
O dia vai ser marcado pelos discursos de alguns dos responsáveis do Banco Central Europeu, nomeadamente do presidente do Conselho de Supervisão, que poderão dar mais pistas sobre o rumo da política monetária.
A cobertura na guerra da Ucrânia e o ataque informático de que foi alvo o Grupo Impresa levou os canais SIC a aumentar os custos operacionais em 4,8% em 2022, cerca de 6,5 milhões de euros.
Este valor representa uma quebra de 11,5 milhões de euros face ao ano anterior. Também o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) verificou uma descida de 45,5%, para 16,8 milhões de euros.