A temporada 2026/2027 tem um sabor especial para a Companhia Nacional de Bailado. Celebra 50 anos. Sem nostalgia e a apontar a um futuro “que se quer aberto, plural e surpreendente.”
Não é provocação, é paixão. De Pessoa pelo legado cultural e cosmopolita do Islão tolerante. E de Fabrizio Boscaglia pelo universo pessoano ligado à civilização arábico-islâmica. Um encontro fulminante, “como uma seta que caiu do céu.”
Hoje, quem nos empurra para fora da modorra são os nossos aliados, a bendita UE, BCE, OCDE, NATO. Mas não bastam. Os portugueses têm de entender o mundo onde estamos metidos.
Lisa Morgenstern, Fernando Pessoa, João Gonzalez, Arthur Miller, João Pedro Rodrigues e Devendra Banhart são apenas alguns dos nomes que trazem diversidade aos caminhos exploratórios do Theatro Circo, em Braga.
Fernando Pessoa começou por ver em Salazar uma figura carismática quando este chegou ao poder em 1928, mas o deslumbre inicial depressa deu lugar a uma profunda irritação, passando a considerá-lo um inimigo da liberdade.