Fernando Pessoa começou por ver em Salazar uma figura carismática quando este chegou ao poder em 1928, mas o deslumbre inicial depressa deu lugar a uma profunda irritação, passando a considerá-lo um inimigo da liberdade.
Quatro anos após ter assumido a cadeira do poder, Fernando Pessoa chama “cadáver emotivo” a Salazar, considerando que faltam-lhe duas qualidades: a “imaginação e o entusiasmo. Para ele o país não é a gente que nele vive, mas a estatística dessa gente. Soma e não segue.”.
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