O "Correio da Manhã" revela esta quarta-feira que o clube pagou várias viagens ao ex-líder da claque Super Dragões e que para essas viagens eram convidados amigos e familiares do casal Madureira.
Durante a leitura da decisão instrutória, a juíza explicou que manteve na íntegra a acusação do Ministério Público (MP) porque a prova documental, testemunhal e pericial é forte.
Fernando Madureira, ex-líder da claque do FC Porto Super Dragões, que vai permanecer em prisão preventiva, Sandra Madureira e Vítor Catão, mas também os outros arguidos, entre os quais Hugo 'Polaco' e Fernando Saúl, são acusados de sete crimes de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, 19 de coação e ameaça agravada, um de instigação pública a um crime, um de arremesso de objetos ou produtos líquidos e ainda três de atentado à liberdade de informação.
De Famalicão à operação Pretoriano, são as claques uma ameaça à credbilização do futebol em Portugal. Daniel Seabra, antropólogo investigador de claques de futebol e hooliganismo, é o convidado desta edição.
As suspeitas de que os rendimentos declarados não justificam o património que o líder dos Super Dragões tem com a mulher levam o MP a avançar com a investigação, avança o JN.
Em comunicado, o tribunal informa que o juiz de instrução Pedro Miguel Vieira aplicou a medida cautelar mais gravosa a Madureira, bem como a Hugo Carneiro, conhecido por ‘Polaco’, enquanto Vítor Catão, adepto do FC Porto e antigo presidente do São Pedro da Cova, ficará sujeito à obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.
Além de Fernando Madureira, o Ministério Público pediu também a prisão preventiva para Hugo Loureiro, também membro da claque portista, conhecido como 'Polaco'. Já para Vítor Catão é pedida a prisão domiciliária.
Fernando Madureira foi na segunda-feira ouvido durante cerca de quatro horas e meia, acabando a inquirição cerca das 22:30, acrescentou a fonte, depois de Fernando Saul, oficial de ligação aos adeptos do FC Porto, ter sido novamente interrogado durante a manhã.
Madureira, líder dos Super Dragões, uma das claques do FC Porto, será o último dos oito detidos que se disponibilizaram para serem ouvidos pelo juiz de instrução criminal Pedro Miguel Vieira e vai prestar declarações após Catão, adepto dos ‘dragões’ e antigo presidente do São Pedro da Cova, cujo depoimento deverá arrancar depois das 14:00.
A claque dos "dragões" deixou uma mensagem para o seu líder, que foi detido esta quarta-feira. "Só os mais fortes sobrevivem", pode ler-se na publicação no Instagram.
O vice-presidente e administrador da SAD do FC Porto diz que não instruiu "seja quem for a fazer fosse o que fosse" na Assembleia Geral em que se observaram episódios de grande tensão entre adeptos.
Além de Fernando Madureira, foi detido ainda Vítor Catão, ex-diretor desportivo e ligado à claque do FC Porto. Ao todo foram detidas doze pessoas na megaoperação da PSP que está a decorrer esta quarta-feira na área do Grande Porto.
Fernando Madureira, detido esta quarta-feira pela PSP na sequência dos acontecimentos na última assembleia-geral do FC Porto, tem protagonizado alguns episódios polémicos nos últimos anos.
Polícia Judiciária conduz esta quarta-feira dezenas de buscas no Grande Porto, diligências que envolvem buscas domiciliárias que envolvem membros da claque associada ao FC Porto. Fernando Madureira foi detido pelas autoridades.