Preparam-se mudanças nas regras das emissões poluentes e a ministra do Ambiente avisa para os impactos negativos nos setores industriais cruciais em Portugal como cerâmica, vidro e cimento.
“Os colegisladores acordaram numa meta de redução de 90% das emissões de gases com efeito de estufa até 2040, face aos níveis de 1990, com o objetivo de alcançar a neutralidade climática da UE até 2050”, é anunciado em comunicado divulgado em Bruxelas.
Especialistas em política energética explicaram à agência Lusa, que a França está a reforçar a aposta na energia nuclear com forma de baixar as emissões poluentes e diminuir a dependência de países "agora inimigos", como a Rússia.
A discórdia mantêm-se entre os países do G20. Enquanto o Ocidente quer reduzir ao máximo as emissões poluentes e a dependência dos combustíveis fósseis, a China, Arábia Saudita e Rússia recusa estabelecer metas.
Petrolífera estatal, cujo líder presidirá a COP28 em dezembro, é acusada de estabelecer metas de redução "incoerentes" e de esconder emissões que deviam ser acrescentadas às estatísticas.
O secretário-geral da ONU reiterou que as políticas atuais levarão o planeta a um aumento de 2,8 graus na temperatura média até ao final do século e que, para evitar isso, será necessário reduzir as emissões de carbono em 45% até 2030.
O português Carlos Tavares defende que os carburantes sintéticos, que a Comissão Europeia autorizou além de 2035, "não são totalmente neutros neste momento", embora ainda o possam vir a ser. "O custo de produção vai ser muito elevado, seis a oito euros por litro" e a mobilidade pode vir a tornar-se "apenas acessível aos mais ricos".