A Eli Lilly, que detém medicamentos para a obesidade e diabetes como o Mounjaro e o Zepbound, já tinha estado no clube dos bilionários em 2025. Neste clube só estão 14 cotadas.
A Novo Nordisk, no mercado-norte-americano, fechou a sessão de quinta-feira com uma valorização de 2,1% e esta sexta-feira, em pré-mercado, valoriza mais 3%. Pfizer e Merck estão entre as que mais beneficiaram com aligeirar das tarifas norte-americanas ao setor farmacêutico.
As contas da farmacêutica Eli Lilly caem 12%, após contas que desiludiram a respeito de um comprimido para a perda de peso. A Novo Nordisk, que opera na mesma área, beneficia e sobe 7%.
No caso das vendas a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk baixou o crescimento para o intervalo entre os 8%-14% face ao anterior intervalo de 13%-21%, e a subida do lucro operacional desceu para o intervalo entre 10%-16% face ao anterior intervalo 16%-24%. O Bank of America baixou o rating de 'compra' para 'neutro'.
Reguladores de outros países estão a dar 'luz verde" a produtos que utilizam os ingredientes principais dos medicamentos das duas farmacêuticas, mas a um preço mais barato. Estas opções abastecem o mercado local e em alguns casos servem para exportação, referiu a agência noticiosa Reuters.
Os resultados trimestrais da empresa norte-americana superaram as expectativas, no entanto os semestrais também foram positivos, com a empresa a atingir um lucro de 5,2 milhões de dólares.
A declaração de guerra à obesidade está assinada e subscrita. Exemplo disso é a dinâmica que se tem verificado no negócio farmacêutico para lançar mais medicamentos e derrotar o império criado à volta da Novo Nordisk e da Eli Lilly.
O investimento de 20 mil milhões de euros tem como objetivo reforçar a capacidade de produção da Novo Nordisk e da Eli Lilly de medicamentos para a perda de peso.
O medicamento Mounjaro, da farmacêutica americana Eli Lilly's, veio competir com o medicamento mais popular para a perda de peso, Ozempic. No entanto a GlobalData prevê que as vendas do Mounjaro cheguem aos 27 mil milhões de dólares em 2029 e ultrapassem as do Ozempic.
Medicamento da Lilly está aprovado para o tratamento da diabetes tipo II. Agora, a farmacêutica norte-americana quer abrir concorrência à Novo Nordisk e aprovar o mesmo medicamento para a perda de peso.