A energética registou a valorização mais expressiva, entre as cotadas do PSI, na primeira sessão da semana. O sentimento positivo foi visível também entre as principais congéneres europeias, ainda que com subidas ligeiramente mais leves do que a registada no índice de referência de Lisboa.
Dados divulgados na sexta-feira pelo Departamento do Comércio norte-americano revelam maiores pressões inflacionistas, que tornam menos provável uma redução nos juros da Fed num futuro próximo e castigaram as praças europeias. Esta semana, destaque para dados da inflação nos EUA e na Alemanha.
As principais congéneres europeias terminaram a semana em perda e o PSI seguiu pelo mesmo caminho. A energética foi protagonista da maior variação diária e penalizou o sentimento.
As praças europeias registaram ganhos generalizados na quarta-feira, lideradas pela bolsa espanhola, que animou depois de o banco apresentar resultados. Por cá, destaque para a EDP Renováveis, que subiu quase 1,50%.
A energética valorizou mais de 1% e contribuiu para o sentimento positivo registado no índice de referência de Lisboa. Lá fora, a banca espanhola marcou o dia, com as ações do Santander a dispararam mais de 8%.
A companhia está no mercado a vender os projetos eólicos problemáticos na Colômbia. Objetivo é que a venda ajude a reduzir perdas após saída do país. A EDPR é a terceira empresa a desistir dos projetos eólicos no país este ano.
As principais praças europeias registaram descidas, com o setor do luxo a penalizar de forma particularmente expressiva. Esta quarta-feira, os mercados vão estar atentos à confirmação da inflação nos EUA em outubro.
As cotadas do grupo destacam-se entre as descidas mais acentuadas da sessão, acompanhadas por BCP e Mota-Engil. O sentimento negativo espalhou-se pelas principais congéneres europeias, castigadas pela China.
Banco norte-americano espera um "abrandamento nas adições de energias renováveis, custos de desenvolvimento mais elevados e custos de capital mais elevados".
CEO da EDP diz que continua a acreditar "fortemente" no mercado norte-americano de energias renováveis, mas a elétrica vai estar atenta nos próximos tempos às movimentações na Casa Branca.
O portefólio vendido inclui 214 MWac (280 MWdc) de três projetos solares e 26 MW de um projeto eólico. Com esta transação, a EDPR registou um total de 1,5 mil milhões em proveitos de Rotação de Ativos durante o ano de 2024, provenientes de operações realizadas em quatro mercados distintos.
O portefólio adquirido tem uma capacidade instalada bruta de 970 MW e uma idade média de 11 anos, distribuído da seguinte forma: 422 MW em Portugal, 418 MW na Polónia e, por fim, 130 MW em Itália.
A Bloomberg, empresa global financeira, tecnológica e de media, irá assim obter 100% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis até ao final de 2025, garante a EDPR.
Em comunicado enviado à CMVM, a subsidiária do Grupo Energias de Portugal confirma que a gestora de investimento global tem agora uma participação de 3,045% no capital social da EDPR.