O Congressional Budget Office tem vindo a avisar repetidamente: a trajetória da dívida é insustentável. Se nada for feito ultrapassará os 60 biliões em menos de 10 anos.
Fim do cessar-fogo e perspetiva do regresso dos combates fez disparar o prémio que os investidores obrigam os Estados Unidos para lhe dispensarem financiamento. Os analistas dizem que a Reserva Federal pode aumentar os juros em setembro.
As receitas provenientes das tarifas vão conseguir reduzir o impacto fiscal do plano de investimento e redução de impostos anunciado por Donald Trump, mas, mesmo assim, a agência não aumentou o rating, que era historicamente de AAA.
Esta dívida é sustentável? Para já, sim, é a resposta dos mercados, pois os EUA conseguem que ela seja comprada, logo quem a compra acredita que vai ser paga.
É a novela de sempre, mas a decisão de corte do rating da dívida soberana dos Estados Unidos na semana passada coloca mais pressão sobre os democratas, com os republicanos a poderem aproveitar a 'maré'.
O prazo final aproxima-se. Um de junho é considerada a data-X em que a maior economia mundial fica sem dinheiro no cofres para pagar aos seus credores. Duas das quatro maiores agências de rating já colocaram a dívida dos EUA sob vigilância.
Caso raro, mas que merece ser comparado. A social-democracia escandinava ainda não é bem a mesma coisa que o liberalismo capitalista dos Estados Unidos.
É o primeiro passo para a redução do rating da dívida federal e uma forma de pressionar democratas e republicanos a entenderem-se. Mas, para já, a agência não mexeu no rating 'AAA'.
Há mais de uma década que o teto da dívida é um problema que dificulta o desenvolvimento das políticas internas nos Estados Unidos. Felizmente que tudo acaba por ficar acordado entre democratas e republicanos. Mesmo assim, em 2009, houve uma rutura.