A crise habitacional não se resolve apenas com incentivos à construção ou programas de arrendamento acessível. Enquanto o Estado não conseguir garantir que o mercado opera dentro das regras, estará sempre a ‘tapar o sol com a peneira’.
Maria do Rosário Palma Ramalho defende que ao seu ministério apenas compete dar resposta a situações de emergência, mas salienta que "nenhuma criança ficará a viver na rua".
O solo é um recurso não renovável à escala humana. Mais de metade dos solos agrícolas mundiais já estão degradados, o que compromete a segurança alimentar de uma população global crescente.
Passados 50 anos, a crise habitacional, a degradação do património urbano e as desigualdades socioeconómicas continuam a ser desafios prementes que exigem uma abordagem criativa e comprometida por parte dos arquitetos e dos decisores públicos.
A Comissão Europeia garante estar atenta à crise de habitação em Portugal, sobretudo em Lisboa, mas destaca as medidas para amortecer o impacto das taxas de juro nos empréstimos, que a seu ver não serão afetadas pela crise política.
Este OE aposta na continuidade, essencialmente focado na gestão orçamental, quando deveria ser mais reformista, com a incorporação de medidas que provocassem mudanças estruturais.
O país precisa de um parque habitacional público com rendas acessíveis, alojamento estudantil e de garantir aos mais jovens o direito ao acesso à habitação.