O candidato que ficou em terceiro lugar na primeira volta das presidenciais recusou, no entanto, afirmar se irá votar em António José Seguro ou em branco.
O impacto da declaração de Montenegro é agravado pelo facto de ter sido dita já depois de Ventura, eufórico, ter anunciado que os eleitores lhe tinham dado “a liderança da direita”, espaço que inclui automaticamente o próprio PSD.
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo disse, esta sexta-feira, que acredita que se passar a uma eventual segunda volta Marques Mendes acabará por recomendar o voto na sua candidatura.
Na segunda-feira, dia em que se soube desta denúncia, o candidato, apoiado pela IL, negou categoricamente essas acusações, que apelidou de “completamente falsas” e disse que ia avançar com uma queixa-crime.
Num almoço com empresários, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP contou com uma intervenção da mulher, Sofia Marques Mendes, e reiterou que tem para oferecer ao país “estabilidade, ambição e previsibilidade”, valores que considerou essenciais para a economia e empresas.
“Houve conhecimento dessa denúncia ontem [domingo] e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora [ex-assessora da IL] pôs a circular e vai ser, obviamente, objeto de um processo de difamação”, afirmou Cotrim Figueiredo aos jornalistas, depois de confrontado com uma publicação no Instagram de uma ex-assessora parlamentar da IL, através da qual diz ter sido vítima de assédio sexual.
“Esta decisão não é muito congruente com o facto de o senhor Presidente ter optado por não fazer o discurso de Ano Novo com o pretexto de não querer interferir nas eleições presidenciais e depois fazer esta convocatória do Conselho de Estado”, disse Cotrim Figueiredo, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à Feira dos 28, em Aveiro.
A decisão de Cotrim Figueiredo ofereceu a possibilidade a André Ventura de ocupar o lugar à direita do PSD e de pressionar os democratas a venderem convicções em nome do poder.