Apesar do aumento da tensão no Médio Oriente, os cortes previstos por parte da Arábia Saudita para suster preços ameaçam catapultar o preço do barril de petróleo no próximo ano.
Os dados da inflação do mês de julho serão o tema central esta semana. O destaque será para o índice de preços ao consumidor na China e nos Estados Unidos, dados fundamentais para perceber qual o caminho a tomar na política monetária.
Os EUA parecem cada vez mais arredados do centro das decisões do mercado petrolífero. Depois de a OPEP+ ter anunciado cortes na produção, contra aquilo que Biden queria, a Arábia Saudita vira-se para a Rússia. Ao mesmo tempo, a China ganha peso como elo de ligação entre os sauditas e iranianos.
A XTB nota que o corte na produção representa "uma forte redução da oferta, que representa mais de 1% da produção mundial" e por isso "não surpreende que os preços do petróleo tenham subido mais de 5% esta sessão".