A obrigatoriedade de “trabalho social” invoca a reprovação moral de quem alegadamente “não faz nada” e, por isso, se necessita de algo, tem de o “merecer”.
Não se trata de canonizar Meloni, nem de importar o discurso identitário ou as tentações iliberais da sua família política. Trata-se de perceber como é que um país com fragilidades históricas consegue hoje apresentar três ativos que França e Alemanha estão a desperdiçar.
O Jubileu atribui-nos a certidão de uma maioridade inquestionável. Não há mais desculpas. Urge buscar a restauração do contrato social, da credibilidade política e da inclusão, em que todos são instados a contribuir.
A democracia é um corpo vivo que não pode correr o risco de se tornar percebido como um sistema obsoleto e incapaz de lidar com os desafios do presente. Nos 50 anos do 25 de Abril, urge criar um novo pacto que permita unir os portugueses em torno de uma agenda para o país.
Não existe projeto estratégico para Portugal que não seja produzido em Bruxelas. E, pior ainda, não existe ambição de ter peso real dentro da União Europeia.
É preciso reconstruir uma estratégia para o país para a próxima década, e uma que não seja totalmente dependente da estratégia europeia. Portugal deve ter um plano próprio.
O autarca é um fazedor, na verdade. Faz por dedicação, paixão e amor; e o que são os dois primeiros senão reflexo do terceiro? É isto que move o verdadeiro autarca.
Numa região de equilíbrios frágeis como a América do Sul, e em que houve mudanças de poder recentes, existe uma probabilidade de alastramento. Por isso, o caso brasileiro, sendo exportável, precisa de ser tratado com todo o apoio que internacionalmente lhe foi prontamente concedido.