Cansei-me de ler sobre inteligência artificial sem saber se ela existe. Decidi perguntar diretamente. O que se segue é uma conversa real com o Claude Fable, o modelo da Anthropic, com quem escrevo há meses.
A encenação e a apropriação são o ponto de partida da nova exposição da Coleção de Fotografia Novobanco. “Personae” reúne nomes como Marina Abramović, Erwin Olaf e Nikki S. para nos confrontar com máscaras e IA.
A IA não compreende, não tem intenção e não sente; a IA reconhece padrões, simula respostas e processa dados. Grande parte da experiência humana – emoções, sensações, significados – escapa aos dados. Por isso, a consciência não é replicável.
Ver o mundo pelos olhos de um Yanomami, na medida em que tal seja possível a quem, como nós, habita um sistema de crenças completamente diferente, implica encontrar a preocupação ecológica por uma via ontológica.
Importa perceber se os avanços tecnológicos não nos colocarão um novo tipo de relação. Uma relação entre homem-máquina, colocando a tónica num novo leque de competências sociais e relacionais.