O Executivo está em “permanente campanha eleitoral”, de acordo com Alexandra Leitão, que criticou as medidas apresentadas este domingo pela voz do primeiro ministro.
O autarca de Lisboa encabeça a lista apresentada pela direção do PSD aos órgãos nacionais. À chegada ao congresso do partido na manhã deste domingo, criticou quem se mostra disponível para ocupar cargos com grande antecedência e não confirmou nem desmentiu o interesse em ser reeleito na Câmara de Lisboa.
No plano interno, Paulo Rangel classificou o Governo PSD/CDS-PP como uma "força tranquila" perante um Parlamento "fragmentado" e com forças políticas radicalizadas.
Líder social-democrata salientou que o seu Governo, ao contrário dos anteriores, resolveu questões que se arrastavam e que atingiam setores profissionais como o dos professores, oficiais de justiça, políticas, médicos ou enfermeiros, entre outros.
"Estes seis meses foram marcados por um conluio entre o Chega e o PS. Ainda ontem [na sexta-feira] voltaram a aprovar juntos medidas com impacto orçamental", sustentou o líder parlamentar do PSD.
Lembrar que o primeiro-ministro cancelou a agenda de segunda e terça-feira para acompanhar em permanência todo o desenrolar dos incêndios. Esta terça-feira, Governo reuniu-se com os autarcas dos concelhos afetados pelos fogos.
No seu discurso no congresso do PSD que teve lugar este fim de semana, Luís Montenegro apelou ao eleitorado do centro, com críticas ao "radicalismo" do PS e promessas a pensionistas e professores. E aproveitou a presença de Cavaco Silva (que foi a um congresso pela primeira vez em 28 anos) para tentar ir além do passismo e assumir-se como herdeiro do mais bem sucedido líder social-democrata, que liderou o Governo durante dez anos e duas maiorias absolutas consecutivas.
A bem da democracia, do sistema político e de todos nós, o que esperamos que aconteça no Coliseu do Porto é um congresso inspirador e mobilizador para todos os que procuram uma alternativa ao atual Governo.