Desde 2020 que o consumo de cerveja sem álcool nos países da União Europeia cresceu 38%. Portugal não é exepção e no primeiro trimestre do ano teve um crescimento de 12% nas vendas.
Em Portugal, 16% da população total planeia cortar no álcool, mas entre os jovens essa percentagem sobe para 20% — um índice de 126 face à média do país, o mais elevado dos cinco mercados europeus analisados.
O crescimento da cerveja sem álcool — que aumentou 11,45% em 2025 — está a ganhar peso num setor que representa 7,3 mil milhões de euros e 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sustentando mais de 170 mil postos de trabalho em Portugal, segundo um estudo da Nova School of Business and Economics (Nova SBE).
Portugal é o país da Europa que bebe mais cerveja fora de casa. Os dados são da associação Cervejeiros de Portugal que na quinta-feira, 11 de junho, em conjunto com a Brewers of Europe reuniu em Lisboa especialistas, produtores e associados internacionais para debater o futuro do setor na Europa.
Em Portugal, os dados mais recentes indicam sinais de resiliência. Em 2025, a produção de cerveja cresceu 1,73%, enquanto as vendas no mercado interno registaram um aumento de 0,88%. O consumo continua fortemente associado à socialização, com cerca de 67% a ocorrer fora de casa. Destaca-se ainda o crescimento da cerveja sem álcool, que aumentou 25% nos últimos cinco anos na Europa.
O mote foi lançado pela Sagres, fazendo parte da sua nova campanha publicitária. “Somos de beber café sem açúcar, mas com dois pastéis de nata. Somos de refilar do trânsito, mas esperamos horas na fila do restaurante da moda. Somos de estar cheios de trabalho, mas fazer um almoço de duas horas”. São algumas das características que a Sagres usou para descrever a alma portuguesa.
De acordo com o relatório, as vendas permitiram à empresa somar em 2024 um lucro bruto de 8,35 mil milhões de meticais (117,8 milhões de euros), que cresceu face aos 8,15 milhões de meticais (115 milhões de euros) do ano anterior.
A empresa neerlandesa apresentou um prejuízo de 95 milhões de euros no primeiro semestre, de acordo com os resultados apresentados esta segunda-feira. Os resultados já causaram uma queda de 8% das ações da empresa.
O Browers Beato vai integrar uma microcervejeira para produção de cervejas em pequena escala, com capacidade até 120 mil litros por ano, uma zona de restauração, concessionada pela parceria com a Plateform, e uma área dedicada a eventos e workshops culturais e de promoção da experiência cervejeira, que ocupa uma área de 700 metros quadrados.
A Heineken vendeu a sua operação russa ao grupo Arnest, também da Rússia. A Amstel, outra marca do grupo cervejeiro deve sair do país nos próximos seis meses.
A empresa divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2023. Os resultados superaram as expectativas, tendo a empresa atingindo uma receita de 14.213 milhões de dólares.