O empresário de Braga confessou ter pago ao cofundador e ao ex-CEO da Altice Portugal. Investigação diz que Vaz Antunes pagou, pelo menos, 490 mil euros entre 2017 e 2018.
Fraude fiscal agravada, falsificação e branqueamento. Quatro suspeitos, dois dos quais em prisão domiciliária e suspeitas de desvio de 250 milhões de euros. Estado português terá sido lesado em 100 milhões de euros.
Esta investigação à Altice Portugal "cria uma incerteza que é suscetível de afetar a confiança dos investidores, numa altura em que a empresa enfrenta vencimentos de dívida em 2025", alerta a Moody's. A empresa enfrenta cerca de 770 milhões de euros de vencimentos de dívida no primeiro trimestre de 2025.
A CEO vai acumular a presidência do conselho de administração da Altice, substituindo Alexandre Fonseca. É o rosto de uma empresa que procura ultrapassar o escândalo e realçar que é a maior vítima da alegada fraude.
Enquanto decorre a investigação, a Altice France tomou "medidas preventivas", que incluem o lançamento de uma investigação interna e o recurso a advogados externos e outros consultores "para avaliar se existem impactos na Altice France".
O administrador da operadora suspendeu funções enquanto decorrem as investigações ao caso que envolve o co-fundador Armando Pereira, apurou o JE. Outros três funcionários do departamento de Compras também estão suspensos.