"Ele vai voltar para Waterloo”, disse Jordi Turull à Rac1, acrescentando que não sabia se Carles Puigdemont já tinha chegado a esta cidade belga perto de Bruxelas, onde passou a maior parte dos seus sete anos de exílio.
A polícia assegura que ativou um dispositivo considerado proporcional para evitar desordens públicas, atendendo ao anunciado regresso de Puigdemont a Espanha, mas também, em simultâneo, para garantir a segurança da sessão de investidura do novo presidente do governo regional que está a decorrer no parlamento autonómico.
A Divisão Criminal do Tribunal Superior Nacional deu provimento ao recurso da ré no caso "Tsunami Democràtic", Marta Molina, e declarou inválidos todos os procedimentos que o juiz de instrução concordou após 29 de julho de 2021, data em que emitiu uma ordem para prorrogar a investigação por seis meses, quando o prazo havia expirado no dia anterior.
"Puigdemont é uma pessoa de palavra e disse que, se houver um debate sobre a investidura, regressará à Catalunha. Este é o compromisso que mantém, tal como o Junts mantém todos os seus compromissos", sublinhou o secretário-geral do Juntos pela Catalunha (JxCat) em conferência de imprensa.
Segundo documentos citados pelos meios de comunicação social espanhóis, o Ministério Público defendeu ainda que o Tribunal Supremo deve aplicar sem restrições a lei de amnistia a todos os outros separatistas condenados, acusados, investigados ou procurados por esta instância judicial por causa do referendo ilegal e a declaração unilateral de independência da Catalunha de 2017.
Se o Junts per Catalunya, liderado por Carles Puigdemont, não tivesse apoiado o governo de Madrid, Pedro Sánchez não seria o atual chefe do governo. Mas o líder socialista não vai retribuir a amabilidade.
Suficiente é a promessa de uma lei de amnistia para que o Junts per Catalunya aceite viabilizar o próximo executivo socialista. Adiante se verá com que preço. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa no programa da plataforma multimédia JE TV.
Pedro Sánchez será o presidente do próximo governo espanhol, mas não deixará de ter dificuldades com o Orçamento do Estado, face ao acordo conseguido com os independentistas. E a sua amizade com Filipe VI já teve melhores dias.
O secretário-geral do Junts per Catalunya, Jordi Turull, e o presidente do grupo parlamentar do PSOE, Albert Batet, regressaram a Bruxelas este domingo para, perto de Carles Puigdmont, ultimarem o acordo.
"A Espanha não está à venda" e "Não à amnistia", lia-se nos cartazes dos manifestantes que hoje se reuniram na Praça de Colón e gritavam "Mandem Puigdemont para a prisão!", em referência ao ex-presidente do governo catalão e líder da tentativa de autodeterminação em 2017.
O pacto para o Legislativo contempla impostos sobre bancos e grandes empresas de energia, o aumento do parque habitacional público e a prorrogação da licença parental remunerada. Mas ainda falta o mais difícil: o acordo com o Junts per Catalunya.
O Partido Popular espanhol juntou este domingo em Madrid dezenas de milhares de pessoas em protesto contra as alianças que Pedro Sánchez negoceia com partidos independentistas. O Mas o socialista garante que será o próximo presidente do governo.
A menos de dez dias da tentativa de investidura de Alberto Núñes Feijóo – que todos vaticinam impossível – a alternativa socialista ainda só conta com vontades. Tarda um compromisso concreto, por causa do ‘fantasma’ do unilateralismo.
Com os alinhamentos políticos a assumirem novamente um papel fundamental, a posição do Junts per Catalunya, de Carles Puigdemont tem um papel inesperadamente relevante.
O Junts, partido independentista catalão, quer ver Carles Puigdemont e outros quadros do partido perdoados pela justiça, numa altura em que os socialistas procuram alcançar um acordo de governação.
Puigdemont, protagonista da tentativa de autodeterminação da Catalunha em 2017, vive desde esse ano na Bélgica para fugir à justiça espanhola e tornou-se eurodeputado.
A sentença desta quarta-feira do Tribunal Geral da União Europeia (TGUE) confirma assim a retirada da imunidade aos três eurodeputados pelo Parlamento Europeu, em março de 2021, a pedido do Supremo Tribunal de Espanha.