Em pouco mais de cinco anos, a 'holding' catalã (que em Portugal controla o BPI, através do CaixaBank) prevê crescer 48% com a entrada em empresas espanholas ou internacionais com elevado potencial de crescimento e onde possa ter influência na gestão.
A atividade do CaixaBank está concentrada em grande medida em Espanha, embora também esteja presente em Portugal através da sua filial Banco BPI e está a aumentar a sua atividade internacional de banca de empresas.
O crescimento de 0,7% nos primeiros três meses fica quase duas vezes acima dos 0,4% projetados pelo banco espanhol, o que pode sinalizar um avanço do PIB português superior aos 1,6% antecipados.
Se a OPA do BBVA ao Sabadell for bem-sucedida, o novo gigante, o Santander e o CaixaBank ficariam com quase 74% do crédito concedido em Espanha, 65% dos ativos do sector financeiro e 35% dos balcões.
A banca foi protagonista nesta terça-feira, último dia de abril, não só pelos bons resultados dos bancos portugueses (Santander Totta e BPI) e os menos entusiasmantes na vizinha Espanha (Santander e CaixaBank), mas também pelo primeiro passo dado rumo a uma fusão bancária, com o BBVA a apontar ao Sabadell.
O banco anunciou esta terça-feira os seus resultados de janeiro a março, impulsionados pelas elevadas taxas de juro, o que levou a que a margem de juros, que reflete a evolução do negócio tipicamente bancário, crescesse em 27,4%, atingindo 2.781 milhões de euros.
Portugal conhece os números da inflação em abril. No plano europeu, o Eurostat divulga o PIB do quarto trimestre. Dia pleno da 'earnings season' com números de mais de uma dezena de empresas. Em Portugal, a Galp apresenta os resultados referentes o primeiro trimestre, enquanto a Teixeira Duarte e a Inapa dão a conhecer os números do ano passado.
A CFO (administradora financeira) do BBVA esteve recentemente numa reunião com analistas onde descartou o interesse do grupo espanhol no mercado bancário polaco. "Polónia? Não obrigada". Ora o BCP tem 50,1% do Bank Millennium na Polónia. Cai por terra a tese do interesse do BBVA nos 20% da Fosun no banco português.
O líder da instituição bancária destacou que há fortes possibilidades de melhor a rentabilidade estabelecida no Plano para 2024 e aumentar a rentabilidade do capital, incluindo um dividendo bruto por ação de 0,3919 euros e um programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de euros.
No entanto, a Altri foi cortada pelo AS Independent Research fundado por António Seladas. Os analistas do Santander dão recomendação Outperform (equivalente a compra) às ações da Altri e um preço-alvo de 5,80 euros por ação.
"De um ponto de vista estratégico, não temos interesse em manter uma participação como a que temos agora em Angola", disse o CEO Gonzalo Gortazar citado pela "Reuters".
O espanhol CaixaBank, dono em Portugal do BPI, teve lucros de 4.816 milhões de euros no ano passado, um aumento de 53,9% em relação a 2022, anunciou o banco esta sexta-feira. O BPI contribuiu com 419 milhões de euros para os lucros do grupo espanhol.
O banco de investimento diz que a revisão da avaliação veio no seguimento da incorporação da venda do negócio da Europa Central (Polónia). Mas também devido à carteira de encomendas de nível recorde de 13,6 mil milhões de euros atingida em Setembro de 2023
Sobre o BPI, o CaixaBank realça que a maior rentabilidade é graças a melhorias sustentadas de eficiência (rácio de eficiência cai para 40,8%). O BPI que vai apresentar resultados na próxima semana, terá atingido uma rentabilidade medida pelo ROTE de 15,0%.
O El Economista avança que 25% das transações pagas com cartões CaixaBank são feitas através do telemóvel e o banco vê “potencial” para aumentar “significativamente” esta percentagem no curto prazo, especialmente através da estratégia de alianças com líderes tecnológicos como a Google.
O CEO do CaixaBank lembrou que nos últimos anos o paradigma bancário mudou. “Estamos habituados a tomar decisões baseadas no retorno e no risco, mas esse binómio mudou ao longo dos anos", disse.