O FMI acrescentou que "à medida que a inflação subjacente converge para a meta do Banco do Japão, os aumentos graduais das taxas de juro em direção à neutralidade devem continuar", salientando a "importância de manter uma taxa de câmbio flexível como um amortecedor de choque fiável".
A decisão do Banco do Japão segue a tomada pela Reserva Federal norte-americana (Fed) na quarta-feira. Esta quinta-feira o Banco Central Europeu (BCE) toma decisão sobre taxas de juro.
O analista de mercado do MarketPulse, Zain Vawda, salientou que os movimentos expressivos, no dólar/iene, ocorreram devido a relatos de que a Reserva Federal de Nova Iorque "estava a monitorizar as taxas de câmbio dólar/iene, uma ação geralmente vista como um sinal de que os Estados Unidos e o Japão poderiam intervir conjuntamente para controlar o mercado".
O banco central do Japão espera que a inflação se situe entre os 2,5% e os 3% para o ano fiscal de 2025, que caia para 1,5%-2% no ano fiscal de 2026 e que se situe nos 2% para o ano fiscal de 2027.
Os salários reais diminuíram 2,9% em relação ao ano anterior em maio, muito acima do consenso dos economistas, que previa uma queda de 1,7%, informou hoje o Ministério do Trabalho do Japão.
De acordo com os dados, a taxa de inflação, excluindo os preços dos alimentos frescos, registou um aumento de 3,2%, superando as expectativas dos economistas, que apontavam para 3,1%.
A moeda do Japão estava hoje a negociar numa faixa perto dos 154 ienes por dólar, depois de no final de abril ter caído para 160 ienes, pela primeira vez há 34 anos. Isto depois do BoJ ter decidido, de forma unânime, manter a política monetária.