Sobre as emissões de Bilhetes do Tesouro desta quarta-feira, Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa, destaca que "agora a taxa foi mais baixa" ao fixar-se em 1,974% (em comparação com a emissão de março) sendo que "a procura superou a oferta em 1,90 vezes".
"A curva de taxas de juro ainda se apresenta invertida, o que significa que o curto prazo apresenta taxas mais altas que o longo prazo, a taxa deste leilão acabou por ser mais baixa quando comparada com a do leilão de três meses realizado em junho, onde Portugal obteve uma taxa de 3,64%", considera Filipe Silva do Banco Carregosa.
A instituição liderada por Miguel Martín revela que os leilões de BT têm maturidades em 20 de setembro de 2024 e 16 de maio de 2025, e um montante indicativo global entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros.
O BCP apresenta apresenta os números do primeiro trimestre, após o fecho do mercado. No ano passado, o banco liderado por Miguel Maya reportou resultados históricos, com lucros consolidados de 856 milhões de euros. Lá fora, o Eurostat divulga o PIB da Zona Euro nos primeiros três meses ano.
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) realiza três leilões das linhas de Bilhetes do Tesouro (BT). Do outro lado do Atlântico, as atenções estão postas no Livro Bege da Fed.
Os três leilões têm maturidades em 15 de março de 2024, 19 de julho de 2024 e 17 de janeiro de 2025, e um montante indicativo global entre 1.750 milhões e 2.000 milhões de euros.
“A estratégia de financiamento para 2024 centrar-se-á na emissão de títulos de dívida pública em euros nos mercados financeiros, com a realização regular de emissões de obrigações do Tesouro (OT) para promover a liquidez e o eficiente funcionamento dos mercados primário e secundário", aponta o IGCP.
O Diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, destaca que "face ao último leilão comparável de março assistimos a uma subida das taxas em ambas as maturidades. Nos 3 meses a taxa atual foi de 3,284% que compara com 2,89% e nos 12 meses a taxa foi de 3,533% que compara com 2,72%".
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai realizar na quarta-feira, dia 19 de julho, dois leilões de linhas de curto prazo (Bilhetes do Tesouro) com montante indicativo entre mil milhões e 1.250 milhões de euros.
A UTAO divulgou um estudo onde concluiu que o Estado gasta mais dinheiro a financiar-se com dívida de longo prazo do que com Certificados de Aforro (CA), que foi criticado pelo ministro das Finanças. Em resposta, o coordenador da UTAO disse ao JE que o estudo é “factual”. Especialistas dividem-se.
No prazo de seis meses, foram colocados 423 milhões de euros, enquanto, no prazo de 12 meses, foram colocados 300 milhões de euros, com os juros a aproximarem-se dos 3%.