A baixa produtividade, que resulta do baixo valor do que produzimos, impede que a nossa economia obtenha os recursos necessários para melhorar a distribuição da riqueza.
Urge estabelecer um Pacto Social para o Crescimento que contribua para inverter a tendência de mais longo prazo que se vem afirmando na economia portuguesa para a estagnação e para a especialização de baixo valor acrescentado.
Tenho para mim que o principal problema de economia portuguesa, não só do ponto de vista energético, está no paradigma de desenvolvimento escolhido. É, pois, preciso reinventar Portugal.
Em Portugal temos demasiadas áreas e setores em que produzimos baixo valor acrescentado com tempos de trabalho elevados. Este é o paradigma que urge mudar na próxima década se queremos manter as gerações mais qualificadas no país.