Donald Trump já atingiu a terceira fase da síndrome: quem o contradiz está contra ele e é um obstáculo, o que o pode levar ao isolamento e ao “estão todos contra si”.
Há poucos dias, o sintomaticamente recém-rebatizado Departamento de Guerra dos EUA emitiu um memorando a exigir que os jornalistas obtenham autorização para publicar artigos, sob pena de verem o acesso ao Pentágono revogado.
O ego inflado cheira a autocracia e impede a escuta activa. A liderança mundial é uma grande mesa de reunião onde ninguém se importa em compreender o outro, apenas aguarda a sua vez de falar. Ou gritar.
A novidade dos últimos dias é o aparente fim da velha aliança entre os EUA e a Europa. No imediato, a grande vítima é a Ucrânia. Mas, a longo prazo, o jogo parece ser a desestabilização da própria Europa.
No limite, a tendência tecnocrática convive bem com um certo elitismo e paternalismo. E não se podendo confundi-la com a ameaça da autocracia, na verdade existe em ambas alguma alergia pela conceção democrática da política.
Wladimir Kaminer reúne neste livro um conjunto de crónicas iniciadas com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Nelas não poupa nem uns, nem outros, russos e ucranianos, num 'mix' de sarcasmo e humor agridoce.
À primeira vista, o cenário não parece ser nada favorável para os mercados financeiros. No entanto, estamos perante máximos históricos em muitas bolsas, no ouro e nas criptomoedas.