"Atendendo à reposição de energia elétrica e de fornecimento de água em todo o país durante a noite, os estabelecimentos de ensino devem hoje, terça-feira, reabrir e funcionar com toda a normalidade", diz o ministério, em comunicado.
O primeiro-ministro apelou à "calma e ao espírito de solidariedade" da população, e confirmou que o executivo se está a concentrar em responder a "situações mais urgentes e emergentes", dando como exemplo as áreas da saúde, transportes, e infraestruturas mais críticas. "Estamos a nos concentrar naquilo que é mais urgente. Mas queremos restabelecer a situação o mais rápido possível", disse Luís Montenegro.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse, na sua página oficial, estar a acompanhar a situação "em contacto permanente" com o Governo, referindo-se ao apagão que se faz sentir esta segunda-feira em todo o país, com exceção de Madeira e Açores.
O debate televisivo entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, foi hoje adiado para data a definir, disse à Lusa fonte do gabinete do líder do executivo.
O serviço do Metropolitano de Lisboa foi hoje suspenso na sequência do corte de abastecimento de eletricidade que atingiu a Península Ibérica, com o fecho de várias estações ao final da manhã, constatou a Lusa.
Um alto funcionário europeu avançou hoje à agência Lusa que o líder da instituição que junta os chefes de Governo e de Estado da União Europeia e também antigo primeiro-ministro português, António Costa, “está em contacto” com Luís Montenegro e Pedro Sánchez sobre o incidente ocorrido nas últimas horas.
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) afirmou hoje que não foram identificados até ao momento indícios que apontem para um ciberataque na falha na rede elétrica que está a afetar Portugal e outros países europeus.
Os carros-tanque também não têm capacidade para abastecer os postos tendo em conta que os “terminais não estão operacionais”, disse o secretário-geral das Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes (EPCOL), António Comprido, à Lusa.
"Os serviços estão a funcionar dentro das contingências que resultam do apagão. Comissão de Catástrofe da ULS em reunião. Manteremos a população informada através das redes sociais", disse a fonte oficial.
“O fornecimento de eletricidade em Portugal está a ser afetado por constrangimentos a montante da rede de distribuição, na rede de muito alta tensão em Espanha. A E-Redes, em articulação com a REN, está a trabalhar na reposição da rede em Portugal, em alinhamento com Espanha”, informou a operadora da rede de distribuição de eletricidade, em comunicado.
“Estamos em contacto com as autoridades nacionais de Portugal e Espanha, bem como com a ENTSO-E [Rede Europeia dos Operadores das Redes de Transporte de Eletricidade] para compreender a causa subjacente e o impacto da situação”, disse fonte oficial do executivo comunitário à agência Lusa.
A distribuidora de energia espanhola Red Electrica anunciou hoje que vai restaurar o fornecimento de energia depois do corte que atingiu o país, Portugal e vários países europeus.
A informação de que o apagão foi causado por um ciberataque é falsa, não existindo qualquer referência no site da CNN Internacional relativamente a isto como circula nas redes sociais.
Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse à Lusa que a reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional vai ser presidida pelo secretário de Estado da Proteção Civil e vai realizar-se às 13:30.
O porta-voz da Polícia de Segurança Pública disse à Lusa que os polícias estão auxiliar as pessoas no trânsito, uma vez que devido ao cenário de falta de eletricidade geral os semáforos podem deixar de funcionar.
“Os aeroportos da ANA acionaram os geradores de emergência o que para já possibilita a manutenção do essencial da operação aeroportuária nos aeroportos do Porto e de Faro. Em Lisboa a operação está a decorrer mas com limitações. Até ao momento, não se registam impactos nos Aeroportos da Madeira e dos Açores”, avançou a ANA.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, referiu à agência noticiosa Lusa que o Governo criou um grupo de trabalho para acompanhar o apagão apontou que o problema “terá tido origem” fora de Portugal.
A REN acrescenta que o problema está também a afetar "parte do território francês". A empresa diz ainda que "estão a ser ativados todos os planos de restabelecimento por etapas do fornecimento de energia, em coordenação com os produtores e operadores europeus de energia".
Em causa está o facto de empresas da mesma área de atividade, a cibersegurança, terem aproveitado esta falha informática da parceira da Microsoft para se promoverem como uma alternativa mais segura. O CEO da SentinelOne acusou-a mesmo de "más decisões de design" e "arquitetura arriscada".
“Embora a percentagem seja pequena, os relevantes impactos económicos e sociais verificados refletem a utilização do CrowdStrike por empresas que gerem muitos serviços críticos”, explicou a tecnológica norte-americana.