Muitos especialistas defendem que a prioridade para a Europa deve ser as interconexões eléctricas, embora esta não passe de uma prioridade urgente que apenas ameniza o risco.
As empresas da UE defendem soluções alternativas e menos caras para recuperar a sua dinâmica competitiva. Olham para a dependência real do GNL dos EUA como um risco acrescido.
A 28 de abril, à hora do apagão, o preço do kilowatt hora estava num mínimo diário de 0,06 euros. Nesse mesmo dia, às 21h00, quando a energia elétrica já começava a ser restabelecida em algumas regiões do país, o preço disparou para 0,23 euros por kilowatt hora.
Ao jornal El País, a ministra da Transição Ecológica e Desafio Demográfico espanhola, Sara Aagesen, defendeu ainda que é absurdo ligar o apagão ao calendário de encerramento das centrais nucleares em Espanha, acordado pelas empresas de energia com o Governo.
O SIRESP volta a estar debaixo dos holofotes, depois de ter falhado na segunda-feira, durante o apagão ibérico. Forças de segurança, bombeiros e INEM sentiram dificuldades no acesso.
O ministro falou aos jornalistas sobre a criação de um grupo de trabalho que deverá apresentar soluções no que diz respeito aos problemas enfrentados pelo SIRESP durante o apagão. Por outro lado, reiterou a importância de que haja um "cabal esclarecimento" sobre a morte de uma mulher de 77 anos.
Agência pronunciou-se sobre o apagão e as suas consequências para as empresas do sector. A DBRS espera que as investigações identifiquem as atualizações de capital necessárias para melhorar a confiabilidade da rede.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação garante que "Espanha não conseguiu" dar uma resposta à altura da Portuguesa, salienta a aprovação de duas futuras centrais energéticas e registou que houve "enorme espírito de sacrifício" nos setores mais determinantes em situação de crise.
Líder do Partido Socialista afirma que o Governo "falhou" na gestão da crise que deixou o país às escuras. "Falhou na comunicação e falhou sobretudo no dever de proteger e informar os cidadãos em tempo útil, faltou uma voz de comando e de serenidade", critica Pedro Nuno Santos, defendendo que o Governo devia ter usado a rádio para dar informações aos portugueses de hora a hora.
Ministro Miguel Pinto Luz confirma que a rede SIRESP não funcionou a 100% durante o apagão do dia de ontem e admite que há "lições" a retirar, mas rejeita as críticas à forma como o Governo geriu esta crise.