“Apagão? Portugal repôs os sistemas em tempo recorde”, garante Pinto Luz

O ministro das Infraestruturas e da Habitação garante que "Espanha não conseguiu" dar uma resposta à altura da Portuguesa, salienta a aprovação de duas futuras centrais energéticas e registou que houve "enorme espírito de sacrifício" nos setores mais determinantes em situação de crise.

“Apagão? Portugal repôs os sistemas em tempo recorde”, garante Pinto Luz
© Cristina Bernardo

Na sequência do apagão, “Portugal, de forma autónoma e em menos de 12 horas, garantiu que o país estava novamente a funcionar”. Trata-se portanto de um “tempo recorde”, numa reação melhor que a de Espanha, de acordo com o ministro das Infraestruturas e da Habitação.

Em declarações prestadas num espaço de comentário da CNN Portugal, o próprio disse que “Espanha não conseguiu” apresentar o mesmo desempenho, apesar de ter tido “o apoio de França e de Marrocos”, disse o próprio. Pinto Luz lembrou ainda casos ocorridos em anos passados em Itália e no Chile, onde garante que a recuperação foi um processo mais demorado.

Por outro lado, o governante salientou que a aprovação de duas futuras centrais com sistema de arranque autónomo, por decisão do Governo, tomada esta terça-feira, dão “garantias de mais celeridade e velocidade” em caso de necessidade de fazer face a um novo apagão no futuro.

“Porque é que os sistemas de telecomunicações estão tão dependentes do sistema energético? Porque é assim em todo o mundo”, já que “não há outra forma” de reagir a uma situação como esta, disse ainda.

Neste contexto, houve “uma enorme preocupação em manter a funcionar os órgãos de comunicação, a saúde e os principais sistemas de transporte do país, essa foi a preocupação, porque todos eles dependem de energia”, sublinhou.

Na mesma intervenção Pinto Luz lembrou o “enorme espírito de sacrifício” demonstrado por “todas as equipas das redes elétricas, da proteção civil e da saúde” na resposta ao cenário colocado pelo apagão.

Relacionado

Comprador da TAP escolhido em setembro pode assumir cogestão em 2026 mas capital só entra em 2027, diz Pinto Luz

Comprador da TAP escolhido em setembro pode assumir cogestão em 2026 mas capital só entra em 2027, diz Pinto Luz

Revista de Imprensa16 Jun
No dossier da privatização da TAP, Miguel Pinto Luz adiantou que o investidor escolhido em setembro deste ano poderá assumir a cogestão da companhia aérea já em 2026, em articulação com a atual administração. Contudo, a entrada efetiva de capital na empresa só deverá ocorrer no Verão de 2027, devido aos prazos de pronúncia das instituições de uma Europa que classificou como "demasiado burocrática e penalizadora dos tempos de decisão".