De um total de 279 aeroportos estudados, o ranking da empresa AirHelp coloca o Humberto Delgado, em Lisboa, entre os piores do mundo. Aeroporto de Faro lidera em Portugal.
Lisboa e Porto estão entre os aeroportos com pior desempenho no espaço europeu, num ano marcado pela subida dos preços do combustível e pelo aumento dos cancelamentos em rotas de curta distância. Londres Heathrow, Frankfurt e Milão Malpensa lideram ranking de atrasos. A demora média das ligações afetadas em Lisboa foi de 88 minutos, um agravamento expressivo face a 2025, quando a taxa de atrasos se fixava em 3,34%.
A Associação Avenida alertou, em carta aberta, para os problemas no acesso aéreo a Portugal e pediu medidas urgentes para travar o impacto das longas esperas e falhas operacionais na imagem do país.
O governante, que falou durante uma apresentação da TAP, que vai construir um 'hub' de manutenção neste aeroporto, disse que é intenção do Governo a constituição de um "grupo de trabalho, para precisamente avaliar e perceber como é que a expansão do [aeroporto Francisco] Sá Carneiro pode" ter implicações positivas para toda a região.
O Serviço de Segurança Interna instalou em maio novas máquinas para controlo de passaportes. O resultado está a ser caótico. Nunca foi tão difícil entrar em Portugal.
O Governo prorrogou, mais uma vez, o prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo de acompanhamento da expansão do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, fixando agora a entrega do relatório final para 31 de julho de 2025.
Ao todo, está em causa uma intervenção numa área de 30.000 metros quadrados com vista a aumentar o Terminal 1 e a melhorar as condições de embarque em contacto direto com o terminal, com recurso a 10 novas pontes e 10 novas posições de estacionamento de aeronaves, numa empreitada avaliada em 233 milhões de euros.
Declarações foram feitas pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que está a ser ouvido na Assembleia da República, na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação.
Fonte oficial da ANA Aeroportos garante que é este aumento que irá permitir a ausência da utilização de dinheiro público para pagar os 8,5 mil milhões para a construção do Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete.
Fonte oficial da ANA revela que, não havendo dinheiro público no Luís de Camões, as taxas do Humberto Delgado vão subir 1,7 euros por ano entre 2026 e 2030. Nessa altura, cada passagem pagará mais 8,5 euros – hoje as taxas totalizam os 15,15 euros –, a que se juntará à actualização anual da inflação. No fim, serão cerca de dez euros a mais.
Em causa está a ação de impugnação entregue pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Administrativo que pode levar à suspensão das obras que tinham arrancado em dezembro de 2024, como noticiou hoje o Jornal de Negócios.
A garantia é da plataforma “Aeroporto Fora Lisboa Melhora”, que manifesta "preocupação" por aquilo que descreve como "discriminação e exploração", em função da realização de obras no Aeroporto Humberto Delgado.
A plataforma "Aeroporto Fora, Lisboa Melhora" defende que a intenção é boa, mas que há perguntas para responder, nomeadamente se proibição é total, quando é que a medida entra em vigor e se proibição se articula com violações do regime de exceção atual.
O documento especifica que em 2023 a IGAI realizou três ações inspetivas, duas das quais quando este espaço era da responsabilidade do SEF e outra já sob a alçada da PSP, em dezembro.
No documento partilhado pela ANA - Aeroportos de Portugal, destaca-se que o simulacro "está alinhado com as recomendações da EASA (Agência Europeia para a Segurança da Aviação), no que diz respeito à realização de exercícios, concretamente na coordenação eficiente dos meios internos e externos nas operações de socorro na resposta à emergência".
“A concretização do objetivo de 45 movimentos por hora, que deverá ocorrer de forma faseada, requererá o estudo das obras a efetuar e será acompanhado pelo grupo de acompanhamento”, explicou o Ministério das Infraestruturas e Habitação, em resposta escrita à Lusa.
O ministro das Infraestruturas e Habitação sustenta que agora não é o tempo de se falar na privatização da TAP. Foco está na implementação da nova infraestrutura no Campo de Tiro de Alcochete e nas obras de expansão do Aeroporto Humberto Delgado.