Stoltenberg: “O futuro da Ucrânia está na NATO”, só falta saber quando

O futuro da Ucrânia está na NATO, disse o secretário-geral da aliança militar ocidental na primeira visita à capital da Ucrânia desde que a guerra teve início, há mais de um ano atrás. Resta saber quanto tempo demorará o futuro a chegar.

Stoltenberg: “O futuro da Ucrânia está na NATO”, só falta saber quando
Stephanie Lecocq / EPA

O secretário-geral da NATO, o norueguês Jens Stoltenberg, está esta quinta-feira a proceder á sua primeira visita à Ucrânia desde a invasão russa, há 14 meses atrás, tendo dito que “o futuro da Ucrânia é na NATO”. “Deixe-me ser claro: o lugar de direito da Ucrânia é na família euro-atlântica. O lugar de direito da Ucrânia é na NATO. E com o tempo, o nosso apoio irá ajudá-los a tornar isso possível”, disse Stoltenberg durante uma conferência de imprensa, tendo a sue lado o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Nada de novo, portanto: a questão que se coloca há muitos meses não é da entrada da Ucrânia na NATO, mas de quando será essa entrada. E é aqui que as opiniões divergem: a Ucrânia quer uma entrada imediata, mas a NATO furta-se a aceitar essa entrada enquanto a guerra não acabar.

Jens Stoltenberg prometeu apoio militar contínuo à Ucrânia, dizendo que, até agora, os aliados da NATO treinaram dezenas de milhares de soldados ucranianos e forneceram cerca de 65 mil milhões de euros apenas em ajuda militar. “A NATO está ao vosso lado hoje, amanhã e pelo tempo que for necessário”, afirmou Stoltenberg, antes de convidar Zelensky para a a próxima cimeira da NATO, que terá em Vilnius em julho.

Antes das palavras do secretário-geral, o presidente ucraniano já havia afirmado que a NATO precisa de convidar a Ucrânia para se tornar membro e dar um prazo para a adesão – independentemente, supõe-se do fim ou não do conflito com a Rússia.

O líder ucraniano na mesma conferência de imprensa que a cimeira de Vilnius, capital da Lituânia pode tornar-se “histórica”. “Agradeço o convite para estar na cimeira, mas também é importante que a Ucrânia receba o convite correspondente”, disse.

“Não há uma única barreira objetiva à decisão política de convidar a Ucrânia para a aliança e agora, quando a maioria das pessoas nos países da NATO e a maioria dos ucranianos apoiam a adesão, é o momento para as decisões correspondentes”.

Como parece claro, o secretário-geral não respondeu diretamente as invetivas do presidente ucraniano, bem se comprometeu com qualquer decisão sobre a matéria.

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