SPAC exige transparência imediata na venda da Azores Airlines e responsabiliza SATA pelo bloqueio ao diálogo

Os Pilotos acreditam que a privatização é inevitável e estão disponíveis para contribuir de forma responsável e construtiva com o processo — desde que exista acesso claro aos dados e informação que permitam um verdadeiro diálogo. 

SPAC exige transparência imediata na venda da Azores Airlines e responsabiliza SATA pelo bloqueio ao diálogo
A321LR Azores Airlines

A guerra de comunicados revela a tensão que envolve o processo de privatização da Azores Airlines.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) denuncia que a SATA Holding continua a impedir o acesso à informação fundamental para o futuro da Azores Airlines, escudando-se em cláusulas de confidencialidade que, na prática, transformam a privatização num processo opaco e hostil à participação dos trabalhadores.

“A extensão do prazo para apresentação da proposta vinculativa pelo consórcio Newtour/MS Aviation até 10 de novembro é aceite como janela de oportunidade para o diálogo e para a transparência — mas não pode servir de maquilhagem para manter o statu quo”, revela o sindicato.

“Em vez de aproveitar esta fase para criar condições de negociação real, a SATA Holding tem continuado a bloquear, através da sua Administração e de estruturas intermédias que privilegiam o controlo de narrativas em detrimento das soluções, o contacto entre o Potencial Comprador e os Trabalhadores”, acusa o SPAC.

Frederico Saraiva de Almeida, Vice-Presidente do SPAC, diz ser “inaceitável que uma empresa pública refira a “confidencialidade” como justificação para recusar aos representantes dos Trabalhadores — igualmente obrigados ao sigilo! — o acesso ao projeto estratégico de quem se propõe garantir o futuro da Companhia”.

O Dirigente sindical reforça que “esta atitude não só mina a credibilidade do processo, como alimenta um ambiente de desconfiança que prejudica a Companhia, os seus Trabalhadores e a Região Autónoma dos Açores”.

O SPAC apela ao Governo Regional dos Açores, na sua qualidade de acionista da SATA Holding, para que “assuma um papel firme e ativo na supervisão deste processo: a privatização da Azores Airlines deve servir o interesse público da Região, exigir rigor e ser conduzida com total transparência — não como subterfúgio”.

“O executivo regional deve exigir à administração da SATA que ponha fim à cultura do bloqueio e que transforme a transparência numa obrigação, não numa ameaça”, diz.

Os Pilotos acreditam que a privatização é inevitável e estão disponíveis para contribuir de forma responsável e construtiva com o processo — desde que exista acesso claro aos dados e informação que permitam um verdadeiro diálogo.

“Os Açorianos, os Trabalhadores da Azores Airlines e o País merecem saber qual é o plano real para esta Companhia. Esconder informação nunca salvou empresa alguma”, aponta o SPAC.

 

Relacionado