“Sou candidata à coordenação do BE”, confirma Mariana Mortágua (com áudio)

A deputada bloquista é assim a primeira candidata a suceder a Catarina Martins. "A moção que apresento e represento tem consciência do lugar de onde vimos", assegurou.

“Sou candidata à coordenação do BE”, confirma Mariana Mortágua (com áudio)
Mariana Mortágua

A deputada do BE confirmou, esta segunda-feira, que se vai candidatar à coordenação do partido, sendo assim a primeira candidata a suceder a Catarina Martins.

“Sou candidata à coordenação do Bloco de Esquerda”, anunciou Mariana Mortágua a partir da sede do partido, confirmando assim as notícias que davam conta que iria avançar para uma candidatura.

“A moção que apresento e represento tem consciência do lugar de onde vimos. Há um ano o partido socialista celebrava uma maioria absoluta e o BE reconhecia uma importante perda eleitoral, mas desde esse ano, desde esse momento que há duas certezas que se vão consolidando”, sublinhou.

Quanto à primeira certeza, Mariana Mortágua explicou que “a maioria absoluta do PS não cumpre aquilo que prometeu, não há no país mais dialogo, não há no país mais estabilidade”. “Pelo contrário, as políticas de empobrecimento e de desigualdades agravam-se a cada dia que passa”, referiu.

No que diz respeito à segunda certeza que “se vai consolidando, é a de que as razões para o nosso percurso até aqui se confirmam”. “E hoje é com essas mesma razões que crescemos ao lado das mobilizações que se levantam de quem não se conforma com o empobrecimento e com a mentira”, frisou.

A candidata à liderança do BE deixou ainda algumas palavras aquela que ainda é a coordenadora do partido, Catarina Martins, a enaltecer o trabalho realizado.

“Este percurso de consistência e o impulso renovado do BE tem a marca de Catarina Martins. O tempo dela como coordenadora do BE abriu novos caminhos, criou confiança popular. Ela foi a melhor porta-vos em tempos tumultuosos”, afirmou.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”