Sonae já controla 90,081% da Sonaecom e pode retirar empresa da bolsa

Na sequência da OPA de quarta-feira, a Sonae informou esta sexta-feira a CMVM que detém já mais de 90% do capital, podendo avançar assim com o mecanismo de aquisição potestativa, o que acaba com a sua cotação em bolsa.

Sonae já controla 90,081% da Sonaecom e pode retirar empresa da bolsa
2016-festival

A Sonae informou esta sexta-feira que já detém 90,081% da Sonaecom, ou seja, pode concluir o processo de retirada da empresa da bolsa lisboeta.

Em comunicado à Comissão do Mercado e Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae faz saber que a sua posição na Sonaecom passou de 89,97% para 90,081%, podendo assim avançar com o mecanismo de aquisição potestativa, o que significaria a retirada de bolsa da empresa adquirida.

A Sonae havia lançado na quarta-feira uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) com vista a comprar a parte do capital da Sonaecom que não estava já sob o seu controlo. A operação visava a retirada de bolsa da Sonaecom, processo que pode agora ficar concluído.

A oferta da Sonae incorporava “um prémio de 32,6% em relação ao preço médio ponderado das ações da Sonaecom no mercado regulamentado Euronext Lisbon nos últimos seis meses e um prémio de 25% face ao preço de fecho do dia 20 de dezembro, o qual ascendeu a dois euros”, especificou a nota divulgada na quarta-feira.

O controlo exclusivo pela Sonae “permitirá uma maior eficiência e flexibilidade na gestão operacional dos negócios detidos pela Sonaecom e a exploração de novas oportunidades de desenvolvimento do seu portefólio”, conclui o documento.

Relacionado

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Maria Teixeira Alves4 Set
As yields da dívida soberana de longo prazo têm vindo a subir de forma sincronizada nas principais economias desenvolvidas, com os Estados Unidos, o Japão e vários países europeus a registarem níveis não vistos em décadas. Mas os economistas ouvidos pelo Jornal Económico consideram pouco provável que a tendência desemboque numa crise, apontando antes para efeitos mais concentrados no investimento empresarial e nas contas públicas de cada país.