Sindicatos bancários UGT negoceiam ACT com Banco Português de Fomento

O ACT em negociação abrangerá não só o BPF mas também as empresas do grupo, como sejam as sociedades de garantia mútua – Norgarante, Agrogarante, Lisgarante e Garval –, que no seu conjunto abrangem já mais de 600 trabalhadores.

Sindicatos bancários UGT negoceiam ACT com Banco Português de Fomento
Banco do Fomento

Os sindicatos bancários filiados na UGT, o Mais Sindicato, o SBN e o SBC estão já a negociar com o Banco Português de Fomento um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para os trabalhadores do Grupo. Tabela salarial, SAMS e crédito à habitação estão entre as matérias em
debate.

O ACT em negociação abrangerá não só o BPF mas também as empresas do grupo, como sejam as sociedades de garantia mútua – Norgarante, Agrogarante, Lisgarante e Garval –, que no seu conjunto abrangem já mais de 600 trabalhadores.

“Depois de vários contatos promovidos pelos Sindicatos desde 2022 a nova administração assumiu a importância de abranger por uma convenção coletiva os trabalhadores de todas as empresas do Grupo”, referem os sindicatos.

“Decorridos vários contatos preparatórios para a celebração de um ACT, a primeira reunião formal realizou-se a 2 de abril e a segunda no dia 24, sendo pretensão das partes concluir o processo o mais rapidamente possível”, acrescentam.

O Mais, o SBC e o SBN detalham que nas reuniões “procedeu-se a uma primeira abordagem às pretensões de ambas as partes”.

“Desde logo considerou-se importante atribuir condições equiparadas ao Setor Bancário, apesar de estas entidades terem características específicas e estarem sujeitas a outro tipo de disposições legais – não são um banco, têm capitais públicos e procedimentos equiparados à função pública (conforme se verifica no estatuto do BPF)”, referem acrescentando que “ficou claro para ambas as partes ser fundamental garantir o SAMS enquanto subsistema de saúde, matéria que todos consideram fundamental para os trabalhadores”.

“Também em negociação entre os Sindicatos da UGT e o BPF encontram-se outros temas como condições especiais no crédito habitação, tabela salarial, categorias profissionais e modelo de plano de carreira”, lê-se no comunicado.

Os sindicatos lembram que muitos dos trabalhadores contratados pelo BPF eram bancários em outras instituições de crédito, “onde tinham os direitos e benefícios decorrentes dos IRCT em vigor”, pelo que “consideram fundamental não só que recuperem essas valências, mas também estender a todos os trabalhadores do Grupo os mesmos direitos e benefícios que as convenções coletivas contemplam.”

O Mais, SBC e SBN pretendem abranger todos os trabalhadores do setor financeiro pela contratação coletiva, salvaguardando assim os direitos laborais, sindicais e de saúde que daí advêm.

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