O ex-ministro da saúde de Sócrates, Correia de Campos, atirou-se à RTP quando esta noticiou que entre 24 e 30 de Dezembro morreram mais pessoas que no período homólogo de 2020, altura em que vivíamos o auge da pandemia covid. A associação é clara e óbvia. Numa altura em que os serviços hospitalares do serviço nacional de saúde pedem meças ao que vimos em cenários de guerra (perdoem-me a hipérbole caricatural) a notícia não podia deixar de incomodar o universo socialista. Pois bem, mas o ex-governante mais transparente dos últimos tempos, relembre-se que assumiu, a propósito do caso das gémeas brasileiras que no seu gabinete “tinha um assessor só para as cunhas”, não fez por menos. Considerou que um ataque á televisão do Estado, vindo de um destacado socialista, era uma excelente ideia. É perfeitamente normal, portanto. Como será perfeitamente normal, se lhe perguntarem, o facto de José Luís Carneiro ter telefonado ao Presidente da RTP por causa de um cartoon. Um pouco o que o Dr. Correia de Campos tentou fazer, logo coadjuvado pelo lamentável Pizarro que brandiu que a coisa “resolve-se se houver boa vontade dos médicos”. Não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”, meus caros. Quem quer ter uma televisão na esfera pública não se pode dar ao luxo de insinuar qualquer tipo de pressão. E ainda menos quando somos do partido do governo. Ou do próprio executivo governativo.
Sem Rasto!
Pedro Nuno Santos (PNS) é um rapaz de “casos e tropelias”. Esta minha frase, se lida por um socialista, obterá critica pelos “casos e tropeias” e não pelo epíteto de “rapaz”.