Santander considera positivo para a ação da Greenvolt a compra de 35% da Maxsolar

A Greenvolt chegou a um acordo para adquirir uma participação de 35% na empresa de energia solar alemã MaxSolar por 26 milhões de euros. Na sequência disto o Banco Santander atribui um preço-alvo à empresa portuguesa liderada por João Manso Neto de 7,10 euros o que compara com a atual cotação de 5,73 euros.

Santander considera positivo para a ação da Greenvolt a compra de 35% da Maxsolar
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A Greenvolt chegou a um acordo para adquirir uma participação de 35% na empresa de energia solar alemã MaxSolar por 26 milhões de euros. A Greenvolt tem a opção de aumentar sua participação para a maioria (cláusulas do negócio não divulgadas nesta fase).

Na sequência disto o Banco Santander atribui um preço-alvo à empresa portuguesa liderada por João Manso Neto de 7,10 euros o que compara com a atual cotação de 5,73 euros. A classificação que o banco atribui ao título é Outperform (incita à compra).

A MaxSolar GmbH é uma empresa de referência no desenvolvimento, implementação e gestão de projetos fotovoltaicos solares e projetos de armazenamento de energia, nos mercados alemão e austríaco.

“Esta participação está reforçada por direitos de intervenção ativa na gestão, tendo a GreenVolt ainda o direito de, no futuro, vir a reforçar o seu nível de participação acionista”, lê-se no comunicado.

A Alemanha é o maior mercado solar da Europa com capacidade instalada de c60GWs e planeia atingir a capacidade instalada de 300GWs até 2030. “Além disso, espera-se que o armazenamento de baterias desempenhe um papel importante para atingir as metas de energia renovável”, dizem os analistas da European Equity Research do Santander.

“Este é um marco relevante para a expansão geográfica da GreenVolt no maior mercado solar europeu. Com base no pipeline [tubulação] MaxSolar, a GreenVolt está a pagar 25 mil euros por megawatt (MW) por um pipeline solar de 3,2 GWs (0,8 GWs em estágio avançado) versus 15 mil euros/MW pagos pela polaca V-Ridium no momento do IPO (Initial Public Offering), compreendendo 3,6 GWs (1,5 GWs em estágio avançado)”, diz a análise.

“À primeira vista parece uma valorização superior à da V-Ridium mas deve-se ter em conta que a V-Ridium estava a adquirir uma participação de 10% na GreenVolt  beneficiando de todos os activos de biomassa trazidos à mesa pela Altri e, como resultado, a avaliação foi influenciada por isso”, explica o Santander.

 

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