Santander avança com emissão de obrigações AT1 no valor de 2,5 mil milhões

É o regresso da banca europeia ao mercado de emissões de dívida de elevada subordinação. O Banco Santander avança com uma emissão de obrigações AT1 (additional tier 1) de 2,5 mil milhões de dólares, sendo que a taxa de juro deverá ficar próxima dos 10%. Estes títulos ficaram na lista negra depois da controvérsia em torno do UBS e do Credit Suisse.

Santander avança com emissão de obrigações AT1 no valor de 2,5 mil milhões
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É o regresso da banca europeia ao mercado de emissões de dívida de elevada subordinação. O Banco Santander avança com uma emissão de obrigações AT1 (additional tier 1) de 2,5 mil milhões de dólares, sendo que a taxa de juro deverá ficar próxima dos 10%. Estes títulos ficaram na lista negra depois da controvérsia em torno do UBS e do Credit Suisse.

Em 19 de março deste ano, a Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro Suíço (Finma) indignou o mercado ao liquidar a valor zero a emissão no valor de 15,5 mil  milhões de francos suíços (16 mil milhões de euros) dos títulos AT1 que haviam sido emitidos pelo Credit Suisse, no âmbito da intervenção para salvar o banco suíço integrado no rival UBS. O que surpreendeu os investidores – ao inverter a hierarquia de ativos que respondem pelas perdas de capital- e abriu processos em tribunais.

Cerca de 2.500 detentores dos títulos espalhados pelo mundo, dos Estados Unidos ao Japão, já apresentaram queixas em Tribunal.

O facto de no âmbito do acordo de aquisição do Credit Suisse pelo UBS em março, o regulador financeiro suíço decidiu reduzir a zero cerca de 16 mil milhões de euros em obrigações AT1 (obrigações de capital contingente), criou um trauma nos investidores e secou temporariamente este mercado, mas agora os bancos europeus estão a voltar em força a estas emissões, tirando partido do forte apetite dos investidores.

Até agora já foram realizadas 36 emissões de AT1 por parte dos bancos europeus em 2023, num total de 25,6 mil milhões de euros, acima do registado em 2021 e 2022.

Depois da forte procura nas emissões do Barclays e UBS, o Santander está no mercado para colocar 2,5 mil milhões de dólares, sendo que a taxa de juro deverá ficar próxima dos 10%.

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