Organizar a vida financeira a dois: planear é preciso para que a vida financeira do casal seja tranquila e segura
Vai começar uma vida a dois?
Planearam como será em termos de “quem pagará o quê” lá em casa ou do que fazer com as eventuais poupanças ou com o rendimento? Já se questionaram sobre a possibilidade de ter uma conta conjunta ou preferirá contas separadas? E se quiserem comprar casa a crédito?
Uma nova e exigente etapa financeira estará certamente para chegar. O casal tem um importante desafio pela frente: Como lidar com o dinheiro em conjunto? Qual deve ser a responsabilidade e o contributo de cada um na economia conjunta e no orçamento familiar futuro?
Dicas que poderão ajudar o casal na hora de tomar decisões e planear em conjunto:
- Conversar abertamente e de forma transparente sobre a repartição das despesas e encargos;
- Definir se pretendem manter contas separadas e ter uma conta conjunta para os gastos da casa ou se optam por uma única conta, ajudará a evitar problemas no futuro;
- Estabelecer o hábito de registar todas as despesas e rendimentos e elaborar um orçamento familiar;
- Planear metas e objetivos para concretizar os “sonhos a dois” e a forma e prazo para os alcançar (Ex. º comprar carro ou casa ou as próximas férias), no curto e médio/longo prazo e quantifique o esforço financeiro mensal para os atingir;
- Adequar os gastos à capacidade financeira. O ideal seria mesmo viver um nível abaixo das capacidades para conseguir atingir mais facilmente os objetivos. Por exemplo se ganham 1000 euros tentem viver com 900 euros e coloquem 100 euros numa poupança.
- No economizar estará também o ganho: Façam programas “caseiros”, procurem eventos gratuitos e comprem eletrodomésticos energeticamente eficientes, por exemplo;
- Criar um Fundo de Emergência, porque imprevistos acontecem mesmo!
No que concerne à casa, comprar ou arrendar é uma decisão que carece de ponderação e que dependerá, uma vez mais, dos objetivos do casal. A compra de casa a crédito será talvez a decisão mais importante da vida a dois e deve ser devidamente ponderada. A estabilidade profissional, possibilidade de mobilidade futura, a capacidade financeira inicial para entrada na compra do imóvel e a taxa de esforço, entre outros aspetos devem ser devidamente analisados.
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