A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, defendeu esta sexta-feira que a “Europa tem o poder de se transformar”, num processo para o qual é necessária coragem política.
“A Europa é uma escolha, uma escolha feita por países que compreenderam que dispomos de mais oportunidades quando permanecemos unidos. Nós escolhemos a Europa”, afirmou a política maltesa quando discursava no segundo dia das Conferências do Estoril, que decorrem em Carcavelos.
Metsola aludiu à importância de continuar a lutar pelo projeto europeu, criando uma oposição “àqueles quem estão determinados a enfraquecê-la”
“Se formos capazes de realizar reformas. Se conseguirmos reinventar o nosso projeto. Foi esse o objetivo do apelo do Parlamento Europeu à realização de uma Convenção sobre o Futuro da Europa. Trata-se de garantir que continuamos a realizar debates no sentido de deixar uma Europa preparada para a próxima geração. Não pode haver tabus, nem temas proibidos. A última grande reforma teve lugar há uma geração. Sabemos que o que antes funcionou para uma UE a 18 tem os seus limites para uma UE a 27 e já não será adaptado a uma UE a 32 ou a 36. É chegado o momento”, continuou.
“Orgulho-me da forma como a Europa reagiu. Apoiámos a Ucrânia, prestámos ajuda militar e apoio político e diplomático, acolhemos milhões de pessoas em fuga e concedemos financiamento a uma escala sem precedentes. A medida política mais significativa foi a concessão à Ucrânia do estatuto de país candidato à União Europeia, porque a Ucrânia precisa de esperança. A Ucrânia está a lutar pela Europa e não a abandonaremos”, explicou.
Europe is hope. Hope in the future. In the next generation.
A bright spark. A beacon of light.
Europe has the power to transform. To change the world.
That is why the world ahead will be better than the one we leave behind.
My speech at @EstorilConf 👉 https://t.co/nGp15omeP7 pic.twitter.com/r3oadobqx6
— Roberta Metsola (@EP_President) September 2, 2022
“Há decisões que podemos tomar agora e isso não pode esperar. Podemos agir em conjunto para limitar o impacto, quer se trate da criação de limites máximos para as contas, da fixação dos sistemas de preços ou da desagregação do preço da eletricidade do gás”, afirmou.