Rentabilidade da dívida mundial atinge máximos de 2008

O aumento das taxas de juro está a fazer subir o custo do dinheiro, com a rentabilidade dos investidores a crescer para níveis que não eram vistos desde a queda do Lehman Brothers, há quase 15 anos.

Rentabilidade da dívida mundial atinge máximos de 2008
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Ao longo dos últimos 17 meses (menos de um ano e meio), as políticas de subida das taxas de juro diretoras, por parte dos bancos centrais, tiveram um impacto indesmentível na economia. Um dos dados que o comprova é que os investidores vêem agora uma rentabilidade de 4% na dívida à escala mundial, depois das perdas acima de 13% no período em que as mesmas taxas foram fixadas em 0%, que durou cerca de 14 anos.

https://jornaleconomico.pt/noticias/je-diaria-bce-tenta-manter-se-agressivo-com-mercado-a-avistar-pico-dos-juros/

De acordo com o diário espanhol “El Economista”, o aumento ao nível da rentabilidade é tal que bate todos os registos dos últimos quase 15 anos, quando, no quarto trimestre de 2008, a queda do Lehman Brothers mexeu com a banca e os mercados de todo o globo.

As subidas agressivas no custo do dinheiro foram lideradas pela Fed (Reserva Federal), nos Estados Unidos, com a subida dos juros em 525 pontos base (p.b.) em apenas 17 meses.

Com o contexto macroeconómico amplamente afetado pela subida dos juros, não é certo quando será colocado em definitivo um travão nos aumentos, mas tal parece cada vez mais próximo, não apenas por parte da Fed, como também do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco de Inglaterra. Em simultâneo, a própria China está sob pressão, mas num contexto muito distinto, já que se verifica uma tendência de deflação na economia daquele país asiático, que de resto fez baixar os juros, com o propósito de estimular a circulação de dinheiro.

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